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A Folhinha
 


Folha que o ventou levou
deixou-me no cais do porto.
No fundo, o mais triste “soul”
grifava meu sonho morto.
 
Vagando na multidão
que me levou sem ninguém
− depois daquele seu Não −
sozinho eu voei também.
 
Aprendi viver sem ninho,
jogado em qualquer lugar
porque, ao seguir sozinho,
também aprendi a voar.
 
Portanto folhinha a esmo
não queiras voltar-te atrás,
porque já não sou o mesmo
nem posso querer-te mais.

 

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Francisco Marques Poeta
Enviado por Francisco Marques Poeta em 09/08/2019
Reeditado em 02/06/2020
Código do texto: T6715869
Classificação de conteúdo: seguro


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Francisco Marques Poeta
Pirapozinho - São Paulo - Brasil
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