O que é uma Trova?
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz

A TROVA é uma modalidade literária, denominada por alguns autores de “a mais alegre Poesia”. Expressão artística da síntese, trata-se de um poema completo. É uma forma fixa de versificação e compõe=se de quatro versos setessílabos, denominados redondilha maior. Caracteriza-se, assim, pela métrica dos versos exaltada em sete sílabas poéticas.

Na TROVA, a rima é obrigatória. Na forma clássica e tradicional, rima-se o primeiro verso com o terceiro e o segundo com o quarto. Na forma simples, aceita-se rimar somente o segundo verso com o quarto. A rima paralela no meio da TROVA, também é tolerada: rima-se o segundo e o terceiro versos e o primeiro verso com o quarto.

O escritor Jorge Amado, em entrevista a Maria Thereza Cavalheiro, jornalista e trovadora, exara apaixonado: “Não pode haver criação literária mais popular e que mais fale diretamente ao coração do povo do que a Trova. É através dela que o povo toma contato com a poesia e por isto mesmo a Trova e o Trovador são imortais.” Desde então, esse pensamento é citado em quase todos os artigos que se referem à TROVA.

Todo trovador é poeta, mas nem todo poeta é trovador.

Deixo-lhes aqui, algumas trovinhas da minha autoria
e outras consagradas no mundo poético.


Sílvia Mota:


hoje você nos sorri
toda vestida de flor
pois traz bem dentro de si
neném em forma de amor

hoje, filhotes airosos,
sinto saudade dorida
dos seus cachinhos formosos
que me enfeitaram a vida!

Mariinha Mota, minha Mamãe:

Duas coisas pedi a Deus,
nesta vida tão sumária:
viver feliz junto aos meus,
ser professora primária.


Fernando Pessoa:

O poeta é um fingidor,
finge tão completamente,
que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente.


Menotti Del Picchia:

Saudade, perfume triste
de uma flor que não se vê,
culto que ainda persiste
num crente que já não crê.


José Valdez de C. Moura:

Pelos mares de saudade
o meu ser, vagando ao léu,
só deseja a liberdade
das andorinhas do céu.


Autor desconhecido:

Parece troça, parece,
mas é verdade patente,
que a gente nunca se esquece
de quem esquece da gente.


Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, 22 de julho de 2009 – 20h47

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Enviado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 02/07/2012
Reeditado em 22/05/2018
Código do texto: T3756095
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