DESPEDIDA

Quero os lírios sozinhos do pântano;

Porque não vejo dálias, rosas e avencas;

Quantas margaridas no meu jardim;

Girão como os girassóis da Rússia.

Ó homem! Ó destino! Ó vida!

Não sentes tu o perfume da flores;

Quero os lírios sozinhos do pântano;

Porque não vejo dálias, rosas e avencas.

Como estou eu depauperado e languido;

Não tentes tu defenestrar-se, embuças;

deixa-me ver o meu jardim com chuvas;

Para eu dizer adeus para minhas flores;

Quero os lírios sozinhos do pântano.

Sérgio Gaiafi
Enviado por Sérgio Gaiafi em 05/02/2025
Código do texto: T8257912
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.