A palavra que ficou em casa
Erosão, cratera aberta no centro da moderna metrópole. Ela ali, a recordar o ponto de tinta disperso num papel depois do pouso e do voo da caneta dada a tremores assaltantes, ossos partidos e gritos taquicardios das muitas tardes sujando-lhe os pés da poeira .
Obra parada. E a palavra não sai! Pensa em voz alta até blasfêmia, se deixa ver pelos passantes, e a palavra não sai.
Enciclopédia folheada, não a encontra.
Música ainda não é.
No quarto, na sala, a caminho do algum, é não do é.
Ardeu, logo percebeu. Desconhece a forma e o lugar.
Ferida está.