O INQUILINO DAS RUAS

Pobre ser que não tem lar...

Vive ao léu, nem sempre come.

Dias frios não se agasalha,

Não tem lã no seu casaco...

Alguns, nem casaco dispõem,

Só farrapos, e alguns gravetos...

Podem servir para a fogueira.

Se chover, não tem abrigo...

Nem tampouco, um guarda-chuva,

Que ajude a não molhar-se.

Corpo fraco, e sem sustento

Sem calor, vive ao relento

Um abrigo... um grande sonho!

Sem comida, escolhe a droga

Sem coberta, um frio medonho...

Chega a ceifadora e lhe abraça

Encontrando ele por fim seu abrigo

Com sete palmos do seu termo.

Alberto Valença Lima
Enviado por Alberto Valença Lima em 15/08/2020
Código do texto: T7035917
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