ILHA

Porta aberta para o mundo.

Aberta para o voar,

para o desejar,

para o que não pode.

Desejar prazeres,

ensejar belezas.

Olhares perdidos nas vagas

tapumes de outras águas,

ou negrumes de outras vozes.

Um feixe fundo,

um risco vindo.

Barcos velozes

estouram a ilha,

aportam em teu corpo,

desnudam a prata,

o fino ouro.

Advinho estações,

transponho linhas e limites,

chego com mais flores.

não há frutos

só usufruto.

Agora, sem demora

seja meu o teu corpo.

Altar de meus louvores.

T@CITO/XANADU

Paulo Tácito
Enviado por Paulo Tácito em 13/07/2020
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