O DESPERDÍCIO DA MARCHA

Há que se desafiar,

Crescer para não sucumbir.

Mesmo perdendo a guerra,

Ficarão as feridas.

Ao incorporá-las, seremos

Reconhecidos por suas marcas?

A angustia espeta-me a carne

Incita-me a imolar-me

Para ter direito à vida,

Apenas uma estada na vida.

Ainda me falta compreendê-la?

Quem dessa Babel me diria?

Espero pelo sofrer!

Não o sofrer do corpo

Que tudo faz pelo ouro.

Mas, o que me leva ao retiro

No deserto: Sem leite, sem mel,

sem promessas nem recompensas.

Mãos em pala sobre os olhos,

Vejo o tempo que ficou.

porém, o caminho sem curvas

Deixa-me ver

Por onde comecei.

(Não há semelhança entre os grãos de areia!)

T@CITO/XANADU

Paulo Tácito
Enviado por Paulo Tácito em 04/07/2020
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