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Faz tempo que estou idealizando esta prosa poética cheio de medos mas vai...

Quando nasci mamãe disse:
— Vai te fiz homem!
Não foi bem assim
levei Uns tapinhas no bumbum
Enquanto os foguetes estouravam
Em 1 de janeiro de 1983
Fase um chorei

Cresci, corri
Estudei
Fase dois passei
Zorilda maledita
Professora
Me fez um poetinha
Na adolescência
Fui o poetero
Que todo o magricelo é
Sim magricelo,
Eita Azevedo
Queria cortar os pulsos
E vestia preto
E assistia os Cavaleiros
Era o Yoga de Cisne
Tempo ruim
Que nada
tempo bom Fase dois

Na fase três
Estava eu ganhando
Uma miseria
200 reais!
Passeando
Pelos ônibus de Curitiba
Duas horas
Pra chegar
Em algum supermercado
Sofrível vida Severina 
De um Wal tentando
Ganhar a Capital
Fase 3 perdeu muleque!

Voltei e vivo A fase 4
Maravilhosamente
Boa
Na minha cama
Tenho uma mulher que me ama
Uma filha
E moro tipo num Cortiço
Maravilhoso (conjugado com o sogro)
Olho pras fases
Que passei
E vejo
Que vivia
A tristeza intensa Era magro?
E não fazia nada pra mudar
Era introspectivo?
E demorei
Tanto para me entregar
Hoje sou os primeiros fios brancos
Hoje sou uma calvície que me persegue
Hoje sou um novo Recanto
Sou eu um homem de fases
Hoje sou um amor, amanhã posso ser sim dor
Complicado e perfeitinho?
Sou Eu um homem de fases
Waldryano
Enviado por Waldryano em 03/09/2019
Reeditado em 03/09/2019
Código do texto: T6736719
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Waldryano
Telêmaco Borba - Paraná - Brasil
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