A segunda parte do canoeiro

         
Segue o rio quieto com seu verso
praia e rio o confundiram
e a outra o amor a consumiu
gota a gota
por ser e ter de si  apenas canoeiro,
o hálito das águas em corrente
lembrou-lhe a mistura do seu corpo ao corpo dela
e então desaguou poesia ,praia,rio!
seu verso nu e ambíguo uniu-se à lua,
canoeiro por possibilidade
poeta por escolha e humildade,
nalguma dobra de outra praia
há de colher romãs pra saudar o ocaso
e pra vestidura do seu melhor verso de amar!
No mais nada sei do canoeiro,
turvas águas o consumiram de alma pra sempre;

Os corredores do tempo alí mesmo se perderam;
Como o rio e a canoa,
O canoeiro e a poesia!!
MaisaSilva
Enviado por MaisaSilva em 21/03/2018
Reeditado em 21/03/2018
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