POEMA LUSITANO – O MILHO REI

Lembro-me bem da nascença,

No Minho, no mês de outubro,

Quando, dentre todas as presenças,

Eis, que você eu descubro.

Estávamos na desfolhada,

Numa grande arrelia,

Tu me olhavas, eu te olhava...

E disfarçado sorria.

Pedia a Todos os Santos,

Que pudessem me ajudar,

A aumentar nosso encanto,

E eu pudesse te beijar.

Fazendo a desfolhada,

Eu logo me entusiasmei,

Quando que, como do nada,

Encontrei o “milho rei”.

Gritei bem alto, MILHO REI!

E sai em louca disparada,

De você, logo me aproximei,

E quando vistes eras beijada!

Senti, naquele momento,

Que um grande amor ali nascia,

Num total arrebatamento,

Pra aumentar minha alegria.

E assim foi nossa vida,

Respeitando, de Deus, a lei,

Totalmente agradecida,

Por ter encontrado o “milho rei”!

Daniel L Oliveira - Ilha Solteira/SP - 26/03/2013 – 14:21h

Este poema dedico a todos nossos Irmãos Patrícios Portugueses, que, como meus avós, enfrentaram o mar bravio, em navios que eram verdadeiras cascas de nozes para virem te ao Brasil, e contribuiram para a grandeza do nosso país. A desfolha ou esfolha, era uma prática que meus avós faziam quando lá moravam. E das histórias contadas por minha avó, eu fiz esta poesia.

Daniel L Oliveira
Enviado por Daniel L Oliveira em 27/03/2013
Reeditado em 30/04/2013
Código do texto: T4210416
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