Alma Bendita
A ti alma bendita,
Que habitas as profundezas do ser,
Rendo-me à sua graça infinita,
Cuja sabedoria ignora o nosso saber.
Se em teu recôndito secreto está a paz
E com ela as demais virtudes,
Mostra-me, ainda nesta vida fugaz,
Apenas uma centelha, capaz de mudar minhas atitudes.
Hei de compreender essa luz verdade
Com a qual convivo sem entender,
Pois, dentro de todos há uma divindade,
Ela forma a essência do nosso ser.