Nunca

 

Sei que nunca terei,

Nos rabiscos que faço,

A" radiância” da eternidade,

 

Felizes os poetas, os escritores,

Que, na profundidade de seu ser,

Podem mergulhar e, ali, 

Multiplicar-se em palavras.

Verdadeiros louvores,

Música celeste!

A ecoar no cosmos

E em nossas almas.

 

Não! Nunca serei cristal.

Limito-me a comunicar

Um pouco de mim mesma.

Mas, as palavras encantadas,

Por certo de mim se escondem.

 

Sou um pedaço de mistério,

No qual ficaram retidas,

Marcas indeléveis da vida.

 

 

Luandro
Enviado por Luandro em 18/01/2012
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