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Velho Pai

Brisa que toca na relva
Encanto dos olhos
Do meu velho pai

Debruçado na janela
Olhos embrenhados
Agraciando o dia chegar

Ao cair a noite
Cigarras cantavam
Anunciando o entardecer

Meu corpo arrepia
Lembrando-me das melodias
Cantadas pelo meu pai

O frio da relva
E as lágrimas caindo
Ofuscava a visão
A paisagem admirar

Chora o peito
A dor da saudade
Da velha palhoça

Nas manhãs
Fogão de lenha
E o cheiro do café
Anunciava o amanhecer

Felicidade reluzia
Nem se notava o tempo passar

Já se faz longos anos
Do último adeus

Minha mãe segue a vida
Driblando a saudade

Seu cheiro
Como rastro de poeira
Nas lembranças dói o peito

Da pequena palhoça
Seu canto disse adeus

Saudades coisa triste
Deixando na relva
A essência da vida.

Val Bernardin
Val Bernardino
Enviado por Val Bernardino em 08/11/2019
Código do texto: T6790169
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Val Bernardino
Barra de São Francisco - Espírito Santo - Brasil, 48 anos
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Val Bernardino