Cais de Vinicius (Homenagem ao poetinha)

Enfim acordei! Sonhei: de súbito me pus a gritar

Debruçado ao parapeito sôfrego dum cais

Tão noturno, tão soturno como nenhum mais

Quisera lá eu em contemplação ficar

Mais tinha dono, deveras noturno demais

Morada dos vadios alimentando seus Vinicius

Onde Moraes vós sem virtude tão solícito

Poeta morto mais vivente que o cais

Então de súbito, ouvi que um peito ressoava

Recitava, “de repente, não mais que de repente”

Expressando todo AMOR que, sei, deveras sente

Mais eu ainda dormia, vê só, eu ainda sonhava

Carlos Roberto Felix Viana

CarlosViana
Enviado por CarlosViana em 27/10/2013
Código do texto: T4544182
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.