À Menina dos Marfins
 
 
 Fale-me, por favor!,
 tudo sobre o amor.
Mas diga suavemente
− beijando as palavras −
com sabor na boca
e sorriso entre os dentes.
 
Fale-me só de amor
e, seja lá como for,
confesse que, de repente,
um vulcão em lavras,
uma ânsia louca,
deixou-te incandescente.
 
Conte-me, num olhar,
o teu desejo de amar.
Diga que já me abraça
com braços, amor e pernas,
de como a vida é sem graça
sem as paixões eternas.