VIAGEM INSANA
(Samuel da Mata)

Excesso de amor na bagagem
tornou o marujo insano,
pois nem percebeu ser miragem
o que julgou ser oceano

Em seu indômito desejo
no mar do amor foi navegar
e nem da verdade o lampejo
fez o marujo acordar

Ao cais do desdém amarrado,
seu barco nunca partiu,
mas pelo amor obcecado
este detalhe não viu

Em seu diário da vida
a ventura do amor descreveu
e não há expert que diga
que ela nunca aconteceu

De volta ao porto, cansado,
o marujo por fim voltou
e seus olhos contristados
são prova de quanto amou

Se foi verdade ou loucura
já ninguém sabe dizer,
mas um amor com tal ventura
todos são loucos pra ter
Samuel da Mata
Enviado por Samuel da Mata em 23/10/2013
Reeditado em 07/09/2015
Código do texto: T4538343
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