Noite especial

Parado as margens da vida

Ao devaneio da noite serena

Ao balsamo da tenra morena

Pela alvura da lua embebida

Os olhos e corpos ao leu

Afáveis razões a deriva

Dois náufragos corações ao céu

Palpitavam a saudade contida

O estalar d’um ósculo selava

O que vozes por vezes cativa

Em frenético repúdio tardava

E na efervescência do amor se ativa

Expressando a vontade contida

Invadidos na madrugada febril

Nas mãos a pele sentida

No peito um amor juvenil

Parados então às margens da vida

Pertencemos bem mais do que a nós

Padecemos das árduas feridas

E vencemos a ira da saudade atroz

Carlos Roberto Felix Viana

CarlosViana
Enviado por CarlosViana em 21/08/2011
Código do texto: T3173002
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