Da amizade ao útero
  
                             (Homenagem a quem amo, Norma Aparecida Silveira)



Todo exílio se quebra com a ternura,chás de hortelãs as temperam;
E nenhum carrasco que a vida nos prepara ,por estar vil,se entremeiam;
Velhos relógios de pulso,medem tempo de amor!
Inverno contra chuva tenta fazê-lo eterno,
mas de madressilvas e jasmim,cheiro da cozinha já vem,silente,ávido!

Todo exílio nos pretende,correntes querendo habitar,torpe razão!
Dos compartimentos do peito,marcelas logo de madrugadas se têm!
Todo exílio de abraço com ternura,se trás ditos puídos,nenhum cio!!

Hoje ganhei,dessa dama,mangericão,e comprei mel de assapeixe
e cipó uva,deu -me também,mais ervas e salsinhas de seu quintal;
Não sabe Norma mais três anos morei em apiário,mil abelhas de mim
me atarentou melhor que sociedade humana,até de arueira,as traziam!!

Todo exílio ,meu bem,perde espaço se ternura encontrar flor,
taciturnas ervas também procuram cor,açafrão e orégano,custo de ti !
Todo exílio,logo a noitinha ,sabe que tecemos fumo de palha,
pra carregar olhos em vagalumes, e estranhos pios de aves!

Todo exílio,meu bem,perde pra ternura;
Sou de canoa e rio,sou de ervas e abraços das manhãs mais afavéis
Só quero,casinha de sapê,mas não abro mão dos meus maços de Alecrins!

                           
MaisaSilva
Enviado por MaisaSilva em 27/06/2018
Reeditado em 27/06/2018
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