Botiquim e o beco


Há sempre um abraço esquecido fora de si,e escondido vem do beco;
Há sempre eu,os armários e murmúrios,pulsa o pulso,e há sempre o beco;
Há sempre o que vem da poesia,um soneto quente,e o amarelo _ beco_!

Entretando vim ver ,não havia noite,mas tinha noite demais em mim;
Caco de vidro vi lente,vi menina correndo,vi passo trêmulo,engasgado,
Mas de perto,o mesmo butiquim cor amarelo,concreto,mas cheirava cio!

Há sempre em mim o abismo do abraço dado,e sei que fiz o passo,calei!

Há sempre a semente indisposta e o concreto,mesmo assim,nasceu em mim!!
MaisaSilva
Enviado por MaisaSilva em 25/03/2019
Reeditado em 25/03/2019
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