o absinto da poesia II

A poesia aberta ao meio

como página de asas ,não de livros,pela mão mal conduzida e se perde

sem a cor da palavra__melhor em pássaros tatuados e plumas

retraídas cotovias fazendo seu endosso de obras,textos,e cheiros.

Como âmbar pede-se também absinto__ dentro em pouco__

O instante da ante-rima tatuada na parte penalizada da arte!

Que vale a cor da asa agora,meu bem,versos nus e abrasados

tantas vezes colados ao corpo_ subsídio da palavra turva!

Que vale a poesia sem as asas?!

Bem já conheço os meados fúteis do amor.

Hoje ,só hoje,serei eu a asa e o absinto do que escrevo e me rasgo,

e me perco__poesias e saliências ,que só se gerem na madrugada!!

MaisaSilva
Enviado por MaisaSilva em 08/11/2017
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