AVE NOTURNA

O que será do meu umbigo

Se ele não é teu abrigo,

E não há encontros nas manhãs?

Não virá!

Sempre soube que não viria.

Sem personagens nem encontros...

Mas fique atenta!

Daqui zarpa a rima,

O futuro já partiu.

Impune e imune sai,

Salta para o espaço-vida,

Para o norte parte inteira.

Ficarei com a saudade,

O silêncio irá contigo

Em seu galope de morte.

Viverei de rimar e remar

Para lados opostos.

Ou apenas improvisar...

Te escreverei esconjuros

Somando tua lembrança

Aos meus voos noturnos.

Tácito

Paulo Tácito
Enviado por Paulo Tácito em 22/06/2020
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