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Útero (Ofereço ao Mestre Elígio)





                       Útero


         Somos vazios de tantas coisas;
         À espera da cela,o amor e o joio,
         Qual a textura do ventre,do vácuo?!
         
         O que andamos,desatina o que parados,sufoca,
         Qual a dimensão da vida,e o que saltou da espera,
         Ou do verso nu que virá avassalando todo o refúgio?!

         Somos lotados de tantas coisas e como somos poucos dela,
         Qual a extensão do rio que temos pra descer a vida ,
         Pra dizer que basta o linho puído das palavras e do verso vil?!

        Somos o mesmo tanto quando o coração é pesado;
        Falimos deitados na vida,comemos as circunstâncias diárias;
        Poeta,habituei-me do esquife,me diz,qual a chuva sem treva?!

        Falimos,todo instante falimos,salvo o que se converteu na noite,
        Cadê o andor de costume,poeta?!Cadê tempo que canoa descia,
        E como uma janela onde tudo era botijas de vinho,cadê poeta?!
         
         
                 (Ofereço esse poema ao grande Mestre Elígio)      
MaisaSilva
Enviado por MaisaSilva em 16/08/2019
Código do texto: T6721395
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
MaisaSilva
Itumbiara - Goiás - Brasil, 48 anos
846 textos (20758 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/09/19 10:13)
MaisaSilva