Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

A MORTE NUA
 
Oitenta projéteis, movendo-se no espaço,
O cheiro propelente invadindo o ar,
Oitenta espoletas, acesas no mormaço,
Oitenta invólucros, querendo se libertar.
 
Os projéteis, sofrendo do abandono a si mesmo,
Buscando corpos errantes na rua,
Tão incertos, se movendo a esmo,
Com sede de sangue de carne crua.
 
Foram mais de oitenta lágrimas,
Oitenta olhares, admirando o pesadelo,
Não era pretensão, diz o senhor das armas,
Era apenas um excesso de zelo.
 
Ninguém assumiu a culpa do fato,
Nove ou dez, aram os pecadores,
Como não subjugar esse cruel ato,
Sem lembrar do circo de horrores.
 
Oitenta tiros...
Na rua...
Ansiosos suspiros...
A morte nua...
Léo Pajeú
Enviado por Léo Pajeú em 16/04/2019
Código do texto: T6625001
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Livros à venda

Sobre o autor
Léo Pajeú
Brazlândia - Distrito Federal - Brasil, 58 anos
971 textos (106664 leituras)
10 áudios (390 audições)
1 e-livros (173 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/09/19 23:14)
Léo Pajeú

Site do Escritor