Des(a)tino

Ao destino,

cabe alguns acasos

por certos causos, que desmedidos,

desaguam em águas que não se misturam.

Ao curso da vida,

enriquecida de ciclos infindos,

recobra-se o existir,

onde a gênesis desabrochou.

Ao tempo,

cabe o domínio, e todo o seu precipício

a nos reprimir em fluída espera,

outrora fecunda... quem saberá?

Esperança,

é cama precisa, pra alma repousar

mediante as intempéries da vida.

É alimento sempre bem vindo!

Renovo, recriação,

se tornam poder nas mãos

de quem se permite constante reparação.

Diamantes pra se guardar!

Os desatinos, oportunamente ricos

têm seu espaço ocupado,

por vezes, prensados pelas mãos frias

do tormento de querer e não "poder".

Sim, cabe mais ao tempo do que ao "poder", desvalidar algum "querer"

Pra que a vida prossiga,

e a razão siga erguida em satisfazer.

O peso de celebrar a emoção, tem seu preço.

Muitas vezes a escolha é tão dura,

que engessa a alma, inclinada à uma sociedade falida de sentimentos nobres.

A cada um de nós, cabe viver.

Brenda Botelho
Enviado por Brenda Botelho em 01/12/2022
Reeditado em 04/12/2022
Código do texto: T7662372
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