Claustrofobia

Vivo preso, irritado, querendo me expor

esperando chegar o dia

em que vou cantarolar minha dor

de cotovelo e minha rebeldia tardia.

Nesse anonimato

escrevi livros, cantei "blues"

agora ou vivo meu sonho ou o mato.

O momento chegou e já estou cansado de ser evitado

está na hora de revelar meu lado espevitado.

Agonias transformadas em poesias.

Alegrias brincando de serem tristezas.

Serei a explosão do vulcão no seu dia-a-dia.

O amor, a paixão, o nadar contra a correnteza.

Serei a variação entre o sim e o não.

Na escuridão, serei a clareza.

Nesse anonimato, o peito embargado,

O " Eu " embriagado pela leveza

e o lirismo de ser tocado

pelo dedo de Deus e o seu cajado.

Nesse anonimato, murmúrios, lamentos,

versos rasgados, trancafiados nas grades do tempo.

já é hora de falar meu lado calado.

Dar à luz, verbos velados.

Imbuir o mundo de bons sentimentos.

Venerável Beda
Enviado por Venerável Beda em 06/04/2018
Reeditado em 25/06/2018
Código do texto: T6301103
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