NOVEMBRO NEGRO

Carlos Silva

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Ecoa no gueto um canto,um rito e um grito em busca da liberdade.

É permissível,é publico e notório quebrar os grilhões do preconceito que ainda prendem as mentes que não evoluíram e não se deram conta que devemos queimar as senzalas dos olhos da discriminação racial, e jogar por terra o pelourinho e os ferros da ignorância.

O novembro, (além de azul) também é negro, é canto, é Banto, é asfalto e é terreiro, é toda crença e fé, é memoria, é historia guardada no coração e no olhar, pois "a tal" reparação,não está no reflexo da retina,mas sim, na alma da igualdade, pois o sangue, mistura todas, as cores enquanto a força do seu fluxo nas veias,continua sendo rubro, vermelho ou encarnado, irrigando toda e qualquer cor de pele.

Saibamos, pois, que o Brasil e que a Bahia é preta, a paz é branca, o sonho é azul, a luta é vermelha (tal qual o sangue que nutre nosso existir).

Mas a nossa bandeira(alheia as discriminações) trás quatro cores, exibindo a sua brasilidade para toda e qualquer cor.

Somos todos seres, regidos por um único Deus.

Parafraseando Taiguara:

"Hoje, a minha pele já não tem cor".

CARLOS SILVA POETA CANTADOR
Enviado por CARLOS SILVA POETA CANTADOR em 05/11/2017
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