Mascarada

Sua loucura me

Come no caos

Da dor que rasteja

Ao meus poros

Abertos para te receber.

Face de manequim

Com olhar de assassina,

Fecha a boca

No veto das palavras.

Encosta a lâmina

Do seu desejo em

Minha garganta exposta

Ao golpe fatal.

Sabor de sangue

Ferruginoso toma

A língua que dobra por

Reverência.

Fumaça soprada

Em muda dicção,

Etérea fúria

Condensada em

Nuvens vermelhas,

Chovendo em gotas

Grossas para inundar a

Banheira que irei me

Banhar.

Fala por estes olhos de

Veneno,

Drinque fatal aspirado

Por esse ciborgue por

Extensão a sua natureza

Doentia.

Mordendo o pensamento

Por uma cefaleia de agonia,

Irradiando sua brutalidade a

Ponto de fissurar o crânio.

Fugindo em ti,

Posso escapar do eu

Patético, misturando

Na transa dos teus

Delírios.

Bruno Azevedo
Enviado por Bruno Azevedo em 21/02/2021
Código do texto: T7189739
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