NUNCA MAIS...

Nunca mais te verei! Nunca mais em meu peito

Sentirei o calor do teu seio

ofegante!

Nunca mais serás minha! E, sozinho no

leito,

Que foi nosso, recordo o teu corpo

vibrante!

Pungente solidão, desespero

e despeito

vem torturar sem piedade a cada

instante,

neste exílio em que vejo o meu sonho desfeito,

sonho do nosso amor que eu julgava

Constante!

Nunca mais te verei! Cresce minha

amargura!

No entanto, surgirás em cada

Pensamento,

Como recordação da mais bela

ventura!

Pois, embora este amor tenha sido o

Tormento

mais forte e mais cruel, também foi a

ternura

que as horas me abrandou de tédio e

sofrimento!

Tácito

Paulo Tácito
Enviado por Paulo Tácito em 01/08/2020
Reeditado em 01/08/2020
Código do texto: T7023205
Classificação de conteúdo: seguro