TEREZA

Carlos Silva

Os olhos de Tereza eram luzes

Prumo de viagem,farol de ida em rumo certo.

A boca de Tereza era uma gruta de mel,servido ao nectar sublime do beijar molhado e atiçando as partes escondidas no linho do.meu vestir. Tereza ria.

Os seios de Tereza,palpáveis no aveludar das mãos massageando auréola e bicos empinados apontando pra lua do céu da minha boca.

A pele desnuda,lisa e arrepiada de Tereza,eriçava pelos e tremia a voz mesmo sem ser frio, num calor abrasador envolto em delírios puros chamados desejos.

As curvas de Tereza, confluências de rotas a seguir,já sabendo onde queria chegar.

O mar bailando espumas claras, convidando Tereza a cirandar seus gritos de liberdade, cavalgando firme sem pensar em cansaço do galope.

Assim era a minha doce Tereza, (Tê, Téca) antes de vê-la balbuciar suas últimas palavras dizendo adeus, sustentando um malicioso sorriso, mordendo o lábio inferior, deixando-me assim, num mar de solitários devaneios, desperto pelo sol quebrando com seus raios o anúncio para o meu acordar.

Cadê Tereza?

Deve estar dormindo ou nesse exato momento acordando, noutros braços que não os meus.

CARLOS SILVA POETA CANTADOR
Enviado por CARLOS SILVA POETA CANTADOR em 07/11/2017
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