A arte de remover Montanhas

O religioso professa a religião e embora fale, tatue o corpo, escreva em seu perfil as duas letras, vista uma camiseta com as duas letras ilustrando o peito do usuário, ignora por completo o que é fé; pois a saber, religião são palavras que saem de uma boca qualquer para atingir, lavar mentes quaisquer; ao passo que quem, deveras, exercita a fé, prática a existência de um Deus invisível onisciente e para chegar a esse estágio, envolve tempo, amor, ação, intuição, empatia, desapego ao material, solidariedade, fraternidade, silêncio e até mesmo, sofrimento. Sim, talvez o primeiro da lista, sofrer é um dos mandamentos.

E sofrer a dor necessária ao entendimento da catarse libertária, nem o ateu, nem o religioso, nem o homem de carne, ossos e ciência, ninguém, deseja para si.

Fé é virtude de quem crê, senti e age, pensando e interando-se com o meio, individualmente; e não do fedorento que lançam palavras aleatoriamente ao vento.

Terrenos:

Compreender as atitudes de reis e súditos, sábios e tolos, cientistas e ignorantes, equilibrar-se no caos, ponderar sob acertos e erros, saber que gratidão e a falta de empatia são virtudes humanas e certificar e obedecer as leis do Cosmos, tornam o cotidiano do Observador mais leve, sensato, fluído, pacífico, feliz, sereno.

Prisioneiro:

Os que se sentem só, a solidão de tirar o sono, incomoda-os; e a falta de atitude contra o que importuna, cria mais e mais nós existenciais na mente do suposto solitário. Para o bem da verdade, as mentes que se sentem só, são prisioneiras de si mesmas. Escravas dos fantasmas que a própria pessoa criou, formou e como não bastasse, deu e insiste em dar voz a eles.

E bastaram três bordoadas Litúrgicas para a massa bruta ter meios de pensar a evolução, subir às alturas; ou descer, afundar de vez no lamaçal movediço.

O Samaritano bem intencionado orienta todos, mostra o caminho das pedras, mas a escolha de qual caminho seguir, a adesão à felicidade ou ao ostracismo, é livre.

E imparcialmente, impiedosamente, o tempo julgará a escolha. Diz o Samaritano que o chicote da vida ou o pote de mel, um ou outro, é inerente ao lombo ou ao paladar, humano.

Mutável Gambiarreiro
Enviado por Mutável Gambiarreiro em 18/09/2023
Reeditado em 18/09/2023
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