PRENHE DE TEMPO

Não sei qual a estação

Pretende passar esse amor

Ela se parte em muitas chuvas

Éramos ventres e coxas

E se (apertando os corpos)

Libertamos aparições inesperadas?

Quero fecundar você (?)

Para que a voz habite um ventre

Acender esperanças e medos,

Sangue bendito

Faz a vida se anunciar

Pela ausência, pela falta

Foi feito, bem feito,

Vingou.

Será sombra prolongando

O amor de sangue e marcas.

(Nada mais vai brotar da pena)

Tácito

Paulo Tácito
Enviado por Paulo Tácito em 20/07/2020
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