APELO DA IMAGINAÇÃO

Depois de escrito os versos

Escrevo o sentido.

Mãos postas em holocausto

Na súplica infinita de gestos

Sinto o despertar entrecortado

Da noite.

O sentido desabrocha

Como mistério fantasmagórico.

Temerário reconheço que existe

Desolação na implacável linguagem

De rosas suicidas,

Na hora da libertação final

As palavras sem rimas

Nem dimensão exata

São feitas para

O tamanho da comunicação.

Ando parado, esperando

O ressurgimento dos sentidos

Momentaneamente escondidos

Nas pétalas e nos abismos.

Vigilante, esperando os signos

Sinto que ainda brotam

Rebentos redivivos

De meus olhos carregados

De imagens reticentes.

Tácito

Paulo Tácito
Enviado por Paulo Tácito em 27/05/2020
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