Justificando e Pedindo Desculpa!

Bom dia, caros e nobres leitores!

A finalidade deste, é tornar público o pedido de perdão por não visitar com mais regularidade a escrivaninha da maioria dos letristas, que nos honram com suas obras inspiradoras. Aliás, ontem foi o dia do Escritor. Receba meu caloroso abraço e parabenizo-o, caso seja um deles. Ainda que seja escritor de frases e poesias de 2 linhas de Sapp e Google, parabéns!

Fora a problemática da pandemia, trabalho romi ofici, (detesto inglesismos) cuidar dos animais domésticos, netos e bisnetos, desequilíbrio nas contas, a falta de gás de cozinha e gasolina no tanque do possante Fusca 69, ultimamente, o meu gato Januário descobriu o que é notebook; e ao escalar a mesa, quando é de seu interesse, faz carícias no que aparece na tela ou unha-o bravamente e o pior, mete as patinhas no teclado, apagando alguns arquivos.

Democraticamente, sentamos e conversamos sobre esse tipo de atitude, porém nada adianta. Se esbravejo e o ameaço, o safado (no melhor das carícias) apresenta-me o Estatuto dos Animais. Escolado e bem informado, às vezes traz o Estatuto do Consumidor, o ECA e outros; exceto o Estatuto do Idoso - claro que o caríssimo e instruído leitor já os leu de fio a pavio. Dependendo da idade do leitor, sabe tudo sobre os nossos direitos. Acredito Eu!

Por sorte e prevenção, levei-o à manicure para cortar os pelos, (30 graus Celsius em pleno inverno, morreremos assados?) trocar os lúdicos ossinhos, aparar as unhas e esmaltá-las. Está uma fofura; porém cometendo essa pequena traquinagem, a qual obviamente, compromete nossa saudosa e longínqua relação amigável virtual.

Os olhos nos olhos não são tão importantes quanto os dedos; todo cego prova e comprova a tese que lestes.

Finalizando, tenham todos uma noite de sono reparador; (notem que o texto já está obsoleto) não esquecendo de manter a espingarda bacamarte ao lado da cama. Ao notar o Coronavírus (biologicamente, há bastante diferença de pernilongo) vagando insone pelo quarto, pregue fogo sem dó.

Oportuno dizer que por enquanto, quase 90 mil brasileiros não participarão das festas de fim de ano, juntos aos seus ex-familiares. Mantendo a média de 1 mil por dia, sete mil por semana, 30 mil por mês. Até o final de ano, por baixo, 200 mil. Lástima!

Quem disse que estatística não serve para usar nem em banheiro? Taí os números; prove o contrário.

Sempre que possível, fique em casa; e aproveitando o ensejo, como maneira de sermos amáveis um com o outro, imitando o clichê das feministas, "mexeu com uma, mexeu com todas", Um por todos, todos contra o inimigo; esse é o lema. Portanto, caso tenha contato com o maldito animal unicelular, pregue fogo. Lembrando que não adianta estar armado, mas a arma sem munição.

Confira, dê um tiro para o alto, recarregue a bacamarte e boa sorte na vigília!

Mutável Gambiarreiro
Enviado por Mutável Gambiarreiro em 26/07/2020
Reeditado em 26/07/2020
Código do texto: T7017004
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