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Não..., é; ... Piada de Papagaio

    Ontem, após o sumiço de 580 dias, fui rever meus amigos, correligionários, asseclas e capangas. Tomávamos umas biritas 51 descontraídos, quando apareceu um sujeito mal encarado e postou-se no lado direito do balcão. Convidei-lhe para se juntar a nós, mas o papagaio que trazia sobre o ombro, retrucou berrando que não se misturava com a esquerda. Pairava no ar uma guerra fria, porém separada pelo balcão, modelo Berlim, fabricado pela indústria de móveis Comunista, SA. Nem me preocupei, pois como estávamos em maior número, qualquer coisa,  éramos os vencedores. No regime democrático, a maioria vence. É o chamado 50% mais um.
      Esquisito que o fulano tomava uma e dava o resto para o papagaio. Imaginei que fosse o santo dele. Em dado momento, com os olhos revirando nas órbitas, o papagaio regurgitou sua gentil paranoia: "companheiros, permita-me um versinho rimado".
Todos nós paramos para ouví-lo. Papagaio é 8 ou oitenta. É amor ou ódio. E cuspiu sua selvageria fascista diabólica contra minha santa honestidade: "ei vagabundo, malandro ladrão, tanto fez, que te tiraram da gaiola da PF, denominada hotel/prisão".
          Subiu um calor dos diabos no ambiente. Álcool etílico puro. Precipitamos pra cima dele, porque o dono foi o primeiro a sumir do boteco; e só pena voou. Depois do pega, não pega, o penoso verde, representante de nossas matas e florestas, vazou. Ao se ver livre em cima do coqueiro, gargalhou e disse: "meu nome é Moro. Isso mesmo, juiz excelentíssimo Sérgio Moro. Vê se me respeita, ex-presidiário de uma figa". E disparou a rir, novamente.
               Aí eu bufei, enfureci, soltei fogo pelas ventas de raiva. Papagaio FdP de atualizado. Será que também está conectado ao mundo através de internet, rede sociais, Rede Globo, etc??
         Inacreditável, mas sou injustiçado, perseguido, até pelos  bichos! Como tem fascistas e golpistas nesse país, Zé Dirceu. Eu que defendi com unhas e dentes os animais, criei Estatutos, fechei.avenidas e liberei passeatas para a bicharada; agora um espúrio papagaio faz isso comigo! Mas não ficará assim, barato, não. Lembrando os anos de 1980, época que, liderados por mim, éramos arengueiros, carabineiros e quebradores de portões e maquinários de indústrias, vou andar com a peixeira herdada de meu avó, que era capanga de Lampião; e se encontrar com ele ou o direitista, furo, espeto o bucho dos 2.
        O lado bom da estória é que na confusão, alguém chamou a polícia e o botequeiro, apavorado, abaixou as portas e disse: "sumam daqui, bando de briguentos caloteiros. Ninguém precisa pagar nada". Por esse lado foi maravilhoso, porque agora tudo que eu e minha trupe comer, beber e dormir, o escorpião que temos no bolso tem que liberar o pagamento do consumido. Infelizmente, acabaram com as mordomias , hotéis 5 estrelas, viagens para o exterior e notas fiscais frias superfaturadas.


No Subsolo...
- Aaaai!
- Dor, Minhoca?
- Não, apenas ressonei, contorcendo.
- Nossa, além da bocarra; quase se quebra ao meio. Kkkkk
- Muito trabalho de remoção de terra previsto para hoje?
- Não, sou um preguiçoso, dorminhoco.
- Vamos; levante.
Sorria e cuspa o bom humor na pia. Kkkkkkk!
- Engraçadinha! O que vale para mim, vale para você, também; sua sem graça.
- E viva a diversidade, Minhoco. No fogo, no ar, na água, na Lua, ou na Terra, que antes era um bolo de massa.
- Sim; um bolo de massa que explodiu: buuuum! E todo mundo veio parar na terra.
- Todo mundo, não: nós. Bom dia!
- Bom dia, não. Como aqui está escuro, boa noite! Kkkkkk E como és uma retro-escavadeira dentuça, bom trabalhooooo!
Mutável Gambiarreiro
Enviado por Mutável Gambiarreiro em 10/11/2019
Reeditado em 12/11/2019
Código do texto: T6791484
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Mutável Gambiarreiro
Jegue é - Tovuz - Azerbaijão
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