A Vida de D. Lucena: Um Capítulo na História das Famílias em Exílio no Brasil
D. Cláudio Lucena, também conhecido como D. Augustus Bragança de Lucena, é uma das figuras destacadas entre os dinastas em exílio no Brasil. Ele faz parte do grupo dos **primeiros príncipes em exílio reconhecidos no país há mais de uma década**. Desde o início de sua regência, D. Cláudio restaurou 19 instituições dinásticas e reconheceu 7 outras, tanto no Brasil quanto no exterior. Essas instituições incluem Casas, Ordens e as Prerrogativas Dinásticas de seus Chefes.
Além de suas atividades na restauração e reconhecimento de instituições, D. Cláudio é um autor prolífico, jornalista e psicanalista. Ele escreveu seis livros digitais, sendo quatro sobre nobiliarquia e dois sobre outros temas. Além disso, publicou mais de 300 artigos abordando assuntos como nobiliarquia, filosofia, política, sociologia, psicanálise e religião. Por mais de dez anos, ele esteve na linha de frente, defendendo as Casas em Exílio de ataques externos, enfrentando situações conflituosas ou na mediação
parlamentar de questões dinásticas ao longo do tempo.
No entanto, entre 2013 e 2014, uma crise surgiu entre a nobiliarquia em exílio motivada por um dos príncipes mais antigos, movido certamente pela vaidade, este tentou impor sua autoridade sobre todas as outras Casas. Ele alegava que, por ser legítimo e possuir um título supostamente mais alto, quem não se submetesse à sua autoridade não teria sua legitimidade reconhecida. Essa postura gerou uma guerra contra outras Casas que não aceitavam tal imposição, envolvendo chefes dinásticos, suas cortes e apoiadores, tanto do Brasil quanto do exterior.
Durante essa época, as redes sociais foram palco de muita confusão. D. Cláudio, que não tinha envolvimento direto com a disputa, foi perseguido, ameaçado de morte, sua família (esposa e filhos) passaram a receber mensagens com ofensas de perfis falsos pelo Messenger, e até teve seu nome mencionado em uma matéria em um site de notícias de Franco da Rocha (SP), onde foi atacado sem entender a motivação. Com o tempo, ele descobriu, pelo próprio jornalista, que este havia sido pago (com títulos) para publicar a matéria, motivado pelo tal indivíduo que criava toda confusão.
A situação se agravou a ponto de D. Cláudio entrar em depressão e passar por momentos de extrema angústia, sofrendo de hipertensão, por duas vezes sentiu fortes dores no peito, pareciam sintomas de um pré infarto, sendo levado às pressas para ser atendido numa unidade de saúde. Sua sogra, ao ver seu sofrimento, o aconselhou a não dar importância às ameaças, lembrando que o mal se destrói por si mesmo. Com o tempo, a situação se acalmou, e os que o perseguiam pararam de atacá-lo. Um ano depois, o príncipe que iniciou a confusão o convidou para um evento no Rio de Janeiro. D. Cláudio, após orar pedindo a Deus orientação, decidiu comparecer. Chegando lá, no evento, ele foi recebido com respeito, e os envolvidos no caso se desculparam, marcando assim o fim oficial da guerra entre as Casas em Exílio.
D. Cláudio **é um dos príncipes mais antigos** com o maior número de títulos de nobreza e de honrarias entre seus pares. Ele possui diversas honrarias, colares e medalhas, outorgadas por instituições do Brasil e do exterior ao longo de quase duas décadas. Ele decidiu dividir seus títulos igualmente entre seus três filhos e uma sobrinha adotada como filha heráldica, para evitar acumular tudo sobre um único herdeiro. Porém, de acordo com seu "Testamento Nobiliárquico", estes herdeiros só poderão recebe-los após seu falecimento.
Ele também possui decretos de várias Casas, Ordens, Academias, de Episcopos e Patriarcais. Com humildade, D. Cláudio afirma que **tudo é para a honra e glória de Deus**, lembrando que um dia o Senhor o colocou na posição de autoridade para abençoar seus servos e todos que amam a Deus. Ele utiliza sua posição para honrar pessoas que sofrem desprezo e perseguição, reconhecendo seus méritos seja em associações beneficentes, igrejas, escolas, comunidades, etc.
D. Cláudio observa que as discussões entre membros de Casas Reais em Exílio por questões insignificantes não passam de egocentrismo, falta de maturidade. Ele reconhece que ninguém é dono de nada, pois as terras governadas pelas antigas monarquias agora são repúblicas. O que restou foi apenas o patrimônio histórico imaterial. Ele não vê sentido em brigar por isso, já que em seu ponto de vista, ele e seus primos dinásticos compartilham o mesmo ancestral. Entende porém que é necessário haver o respeito mútuo, ou "Noblesse Oblige", que é uma expressão francesa que significa "nobreza obriga". Usada para indicar que quem tem uma posição social privilegiada, riqueza ou prestígio deve agir de forma adequada.
A Casa de Lucena, por exemplo, não concede títulos a pessoas de fora, exceto para familiares próximos. Quando um membro se casa, o cônjuge recebe automaticamente o título de consorte, sem a necessidade de se emitir um título especificando isso. D. Cláudio também é Patriarca, possuindo o "fons honorum" religioso e patriarcal, algo que muitos ainda não entendem a importância. Ele sempre concedeu títulos aos seus titulares com base na história genealógica da família, usando o bom senso e seu conhecimento.
Como ele não concede mais títulos para pessoas que não são da família, decidiu reconhecer apenas os títulos já existentes de membros de outras Casas, enfatizando a importância desse reconhecimento. No entanto, muitos não ouvem ou não entendem essa importância, gerando mal-entendidos devido à falta de compreensão do corpo de nobreza de outras Casas, que ainda insistem em NÃO fazer o mesmo, pelo contrário, sempre anseiam por um título acima do que já possuem.
D. Cláudio também nota que os membros dos novos corpos de nobreza não socializam e não conhecem a história da nobreza em exílio no Brasil. Ele critica a falta de conhecimento sobre **a história e a obra dos grandes mestres em direito nobiliário, entre eles o saudoso Dr. Waldemar Baroni (in memoriam), S.B.S. D. Saul Salomão, Dr. Mário de Meroé, S.B.S. D. Ari Thomaz, entre outros. "Sem o excelente trabalho e a luta desses maravilhosos mestres jamais haveriam Casas em exílio no Brasil"; e também pelo fato da nova nobreza desconhecer a história dos primeiros príncipes, suas Casas, conquistas e desafios enfrentados ao longo do tempo pela nobreza em exílio no país.
Em 2018, D. Cláudio foi denunciado anonimamente ao Ministério Público do Rio de Janeiro. A investigação, realizada pela Delegacia de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, exigiu sua presença e a apresentação de documentos, incluindo a Credencial Real. No final, o Ministério Público extinguiu o processo por falta de provas, e D. Cláudio saiu como entrou, com a cabeça erguida.
Ele também enfrentou situações cômicas, com um indivíduo de outra "dita" dinastia que se recusou a fazer um tratado de aliança com sua Casa devido a sua amizade em *redes sociais*, com um desafeto deste indivíduo. D. Cláudio considera isso uma atitude imatura e intransigente, lembrando que a nobreza verdadeira não se envolve em rixas fúteis de terceiros, mas prima pela fraternidade, solidariedade e a harmonia em favor da Paz.
Às vezes, D. Cláudio e outros membros da nobreza em exílio sofrem ataques, a fim de ridiculariza-los ou são perseguidos por ignorantes, por causa de seus títulos nobiliários de família. Ele enfatiza que todos os títulos são pro-memoriam, para preservação da memória histórica. Portanto, nunca criou falsas expectativas sobre a restauração de tronos extintos, ainda mais sabendo que é descendente distante.
D. Cláudio acredita que cada soberano é responsável por suas próprias escolhas e ações. Ele prefere não se envolver em questões de soberania e dedica-se a seus próprios projetos e investimentos. Ele vive em paz, consciente de quem é e até onde deve ou pode ir.
Ele também menciona que os títulos da Casa de Lucena concedidos a cidadãos estrangeiros até 2020 foram reconhecidos na Austrália (cuja a forma de governo é a monarquia - Membro da Commonwealth Britânica), Estados Unidos e Portugal. Ele enfatiza que sua experiência com a nobreza em exílio não se limita a teorias virtuais, ou a grupos de WhatsApp ou de redes sociais, mas sim na prática, em estar cara a cara com indivíduos e personalidades da nossa sociedade e instituições civis, militares, religiosas e politicas.
Atualmente, D. Cláudio está envolvido em novos projetos, como Direitos Humanos e Combate à Pedofilia. É um guerreiro que não desiste nunca e prefere falar o mínimo possível para evitar as armadilhas do cotidiano. Ele conclui com uma mensagem de reflexão "é melhor ter paz do que ter razão em certas situações".
No passado, D. Cláudio foi muito ativo em suas atividades institucionais e culturais, mas atualmente devido a idade tem se dedicado mais a família, a igreja e aos seus próprios projetos. Também vem cuidado da saúde há algum tempo devido as dificuldades que vem sentindo por causa de dores nas articulações.