Para Nicoli Portilho de Sousa em luto.

PARA NICOLI PORTILHO DE SOUSA – Filha enlutada.

E agora, para onde foi meu pai?
- Em uma estrada infindável, assim se foi, como uma imagem de um nítido espelho, ele assim parecia, e aos poucos se apagou de nossas vidas. Se foi, não olhou para trás, para esquecer de vez todas as marcas que aqui deixou: momentos de alegrias ou até tristeza, mas em que as vitórias superou com triunfo.

- Como uma cultura de bons frutos, cereais ou algo que alimenta a vida, a alma. Cultivou com bons exemplos, regou com perspicácia em intermináveis dias, a vida foi um florescimento, depois veio os casulos e resultou uma farta colheita de bons resultados.

Onde estará meu pai?
- Onde não haverá mais a percepção das coisas, deste tão nefasto mundo em que vivemos.
O que era papável agora se desvaneceu, mas fixou em nossas memórias, neste tão conturbado mundo que estamos.

Onde ele está agora?
- onde as estações do ano não tem mais importância, onde as tempestades ou as brisas suaves não faz mais diferença; os fenômenos da natureza por mais impetuoso que possa ser não mais o atingirá. Ele está abrigado em braços confortáveis de um grande pai que sabe muito como acolher e afagar um filho querido.
Nesta imensidão do universo, nestas incontáveis partículas que se estende por estas infinidades de galáxias, onde o tempo não é nada mais que um olhar do grande criador, que em horas oportunas servirão para consola-lo quando ele em sofrimento vier a lembrar de nós, em nossos feitos ou atitudes de criticas ou calorosos aplausos.
Infelizmente não possuímos ferramentas adequadas para concertar erros ou defeitos de seres humanos mortais, quando em grandes desavenças, se colocarmos uma pausa no diálogo às vezes funciona melhor que ficar emitindo farpas de palavras odiosas que só servirão para fomentar ainda mais incontroláveis e intermináveis intrigas.
Ele foi assim tão rápido, parecia atender um chamado urgente, na verdade esta viagem era de extrema necessidade para ele, teria que enveredar por um destes caminhos que o levará ao infinito em busca de um repouso merecido, para aliviar deste cansaço que está vida agitada o causou.
Agora estamos certos que ele está em algum lugar deste cosmo protegido das interperes e maleficência que o viera a insistir em incomodar.
Ele está sobre a sobra de uma frondosa árvore usufruindo todas bençãos; resultado daquilo que aqui semeou com esperança.
Neste mundinho desprezível de criaturas má, ele insistiu em ardorosos trabalhos, com perseverança labor e zelo plantou e cultivou, e agora só resta colher estes amadurecidos frutos, saciando neste aconchego benéfico que ele mesmo construiu para sua morada eterna.

- DESCANSA EM PAZ Daniel Herrero Portilho. 03/02/13
Autor Antonio Herrero Portilho
Antonio Portilho antherport
Enviado por Antonio Portilho antherport em 09/04/2013
Reeditado em 11/08/2020
Código do texto: T4232351
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