DENTRO DO PRÓPRIO SONHO

Acordei, e é como se estivesse no auge do sono. Como se a dormência do despertar verbalizasse meu eu em utilidades noturnas. O céu nubla-se, e eu já não tenho palavras para contemplá-lo. Não tenho olhares para tangê-lo aos meus ombros. Não sei porque grito, pois o êxtase da manhã aplaca minha voz. Nem sei porque choro e soluço.

Se parei agora de acontecer, por que é que os relógios ainda pulsam vorazmente o tempo? Porque não deixam que a podridão da imaturidade permaneça trancada em um baú qualquer?

Apenas minha garganta borbulha sensações de estar acordado dentro do próprio sonho. Isso é rosto. Isso é viagem...

Wilder F Santana
Enviado por Wilder F Santana em 04/08/2011
Código do texto: T3138473
Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.