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Solaneando frente espelhos o 21 de novembro de 2019

...Salve Majestades; Salve Mestras e Mestres. “Sobre os ombros de gigantes”, nas escolas do mundo continuo mero aluno e permanente aprendiz. "Eu canto aos Palmares/Sem inveja de Virgílio, de Homero e de Camões/Porque o meu canto é o grito de uma raça em plena luta pela liberdade!" Solaneando frente espelhos o 21 de novembro de 2019, que remete ao 14 de maio de 1888. Cujos idealizadores, mentores, precursores abolicionistas (Acotirene, Dandara, André Rebouças, Francisco de Paula Brito, José do Patrocínio, Francisco José do Nascimento (o Dragão do Mar), Joaquim Nabuco, Maria Firmina dos Reis, Esperança Garcia, Caifazes, Revolta dos Malês, Luíza Mahin, Teresa de Benguela, apenas para citar) são raramente lembrados pela história e pelo calendário oficial. Somente os poemas condoreiros de Castro Alves e a pena benevolente da princesa Isabel. A majestade redentora se esqueceu de assinar a carteira de trabalho e indenizar os abolidos, seus dependentes e sucessores. "E disse o velho militante José Correia Leite"; "Quem é Quem na Negritude Brasileira"; "Frente Negra Brasileira"; "Consciência Negra no Brasil - os principais livros", são oráculos a serem consultados. O Brasil continua devendo quintilhões e outras indenizações com juros, correção monetária e taxa cambial aos africanos e indígenas escravizados que alicerçaram e edificaram esta nação. Na tela: "Quanto vale ou é por quilo?", seguido de "Tudo que aprendemos juntos", refletem, folheiam, provocam, questionam mentalidades e situações ainda recorrentes como num longo plano seqüência. Tipo aquela cena antológica de "Os Cafajestes" ou ao passeio histórico de "Arca Russa". Antes era carnaval e 13 de maio. Agora todo 20 de novembro negras e negros viram grife e chamariz de passarelas, shoppings, supermercados acadêmicos, culturais, escolares, jornais, rádios, revistas, televisão, dentre outros canais midiáticos e lucrativos. Nos 364 dias do ano, a maioria some das prateleiras e vitrines. Muitos passam o tempo cavando boquinhas, pedindo ajuda, sujeitando-se a quirelas aqui e ali para sobreviver com dignidade. Como desconstruir isto? "Eu canto aos Palmares/odiando opressores/de todos os povos/de todas as raças/de mão fechada/contra todas as tiranias". Não somente os meios de comunicação, mas também os financeiros, varejistas em todos os gêneros e posições carecem, precisam, se faz necessário a presença de canetas e lápis pretos e com participação nos lucros, pesquisas, planejamento, roteiros, produção e resultados nos 365 dias do ano. Assim é o cinema, o canto coral, a orquestra, o teatro: trabalho de equipe, onde cada um tem a sua importância e o seu valor ao conjunto. O campo das artes tem muito a nos ensinar em termos de ética e ofício. 20 de novembro, tal qual Dia Internacional da Mulher, Natal ou Dia Mundial da Paz é todo dia e tempo de atitudes e consciências dandarianas e zumbinianas. Os movimentos nos ensinaram a ser pedras. Temos maturidade para autocritica a vidraças que se prestam ao trabalho sujo, feito Judas, pelas benesses e cadeiras das casas grandes? Como seria estas fitas nas mãos de Spike Lee, Renata Martins, Joel Zito Araujo, Adélia Sampaio, Jéferson De, Ava DuVernay, Viviane Ferreira, Ari Cândido Fernandes, com roteiro adaptado por Alan da Rosa, Carlos de Assumpção, Cidinha da Silva, Lia Vieira, Cuti, Cristiane Sobral, Akins Kintê, Miriam Alves, Sacolinha, Elizandra Souza, Ferrez, Geni Mariano Guimarães, Sérgio Balouk, Conceição Evaristo, Sérgio Vaz, Lígia Fonseca Ferreira, Sidney de Paula Oliveira, Djamila Ribeiro, Éle Semog, Abelardo Rodrigues, Fabio Mandingo, Oswaldo de Camargo, Tito e Wellington do Fantasmas Vermelhos, Cláudia Canto, Slam Letra Preta, outras e outros, inspirados na obra de Carolina Maria de Jesus, Paulo Colina, Ana Maria Gonçalves, Oliveira Silveira, Chester Himes, Kiusam de Oliveira, Heloísa Pires Lima, José Carlos Limeira e Luiz Gama? Alargamos caminhos abertos pelos antepassados. Avançamos. Temos até uma faculdade Zumbi dos Palmares, Troféu Raça Negra, Festa de lançamento da revista Raça Brasil, o bloco afro Ilê Aiyê e a série Cadernos Negros chegaram quatro décadas! Porém, mas, todavia, contudo, entretanto, ainda há muito por fazer, refazer, desfazer e pouco a comemorar. Cadê o influente empresariado, classe política relevante, secretarias e ministérios estratégicos, diretorias e presidências de estado e regionais, escolas e universidades formadoras de cidadãos participativos, espaços culturais bem aparelhados, governadores e prefeitos referenciais, comandantes e generais negros em todos os escalões e patentes sociais? As regiões e territórios periféricos são habitados e ocupados por exércitos de reserva; caseiros involuntários recrutados pelos poderes do sistema e suas redes mercadológicas gentrificantes para não perder espaços à tropas concorrentes. "Eu vejo o futuro repetir o passado/Eu vejo um museu de grandes novidades/O tempo não pára" Quem assistiu Os Donos da Rua, Aquarius, Era o Hotel Cambridge,  Bacurau, sabe do que estamos falando. Quando Dandara e Zumbi chegar juntos com outras lideranças e mártires ancestrais, que venham armados. "Farinha pouca, meu pirão primeiro" impera onde há ausência e carência da consciência de classe e raça. Pela falta de Auditoria, Corregedoria, Prestação de contas, Transparência, CPI ou Lava Jato Preta: Militância quilombola e social virou profissão. "Se gritar pega ladrão/Não fica um meu irmão". E por extensão: balcão de negócios, empresa familiar sob fachada de organização sem fins lucrativos, capital de giro e investimentos com sangue e suor alheio captado em projetos que não são aplicados integralmente nas comunidades, mercado de troca, escada social, trampolim político... "Em troca de dinheiro e um carro bom, tem mano que rebola e usa até batom". Sem esquecer daqueles que servem de alicerces, mecenas, pilares em trabalhos voluntários na boa fé de estarem fazendo algo benéfico para o grupo ao qual pertencem, aos menos afortunados, à sociedade. Quando não verdade estão alimentando e sustentando camaleões, morcegos, parasitas, sanguessugas... Neste exato momento a que preço cabeças negras estão sendo cortadas, negociadas ou vendidas por Judas de ébano às senhoras e senhores do poder que - a la Chico Rei e Harriet Tubman - se dizem nossos representantes libertários? "Quem é dono desse beco?/Quem é dono dessa rua?/De quem é esse edifício?/De quem é esse lugar?" No leque de interesses tem negros da casa grande, negros da senzala, negros em situação de rua, negros em condição carcerária, negros das comunidades, negros das irmandades, negros das favelas, negros do tráfico, negros das ocupações, negros partidários, negros de estimação, negros facas, negros tesouras, negros sabonetes, negros altivos, negros curvados, negros mordaças, negros aquilombados. "O negro que lute pra poder sonhar e mudar isto aqui, o poder tem tantas mãos". Se cada um fizesse a sua parte, por mínima que fosse, não precisaríamos de heróis, de lideranças, de mártires, de partidos, de igrejas em todos os credos, enfim, de representantes dúbios em todas as esferas. O ser humano, acima da sua etnia, classe social, intelectual, financeira, é interdependente. Não é somente a péssima distribuição de renda e de terras que imperam no mundo; egoísmo, exploração, ganância, consumismo, desperdício, vaidade também. É tempo de extirparmos mentalidades bovinas, comportamentos e sentimentos de manada pastoreada que nos incutiram, nos incutem por meios diversos. Os brancos e senhores do passado, embasados por conceitos eurocêntricos foram excludentes, exploradores, preconceituosos, racistas. Crentes estarem fazendo algo de bom aos negros sem referências, representatividades, vez, voto. Muitos chegaram a afirmar que seus apadrinhamentos, os negros e negras que despontaram não seriam ninguém. E no presente? Abrir espaço nas grades das cadeias produtivas é quase utopia; mas apropriar-se, escanear, xerocopiar programas referenciais afrodescendentes planetários bem sucedidos, assinar e registrar a autoria permanecem uma constante - da matéria prima ao produto final - incluindo comercialização e distribuição. "Enquanto os leões não aprenderem a ler e a escrever, as vitórias nas histórias de caçadas serão contadas pelos caçadores. " A luta continua. Com ou sem parcerias solidárias do arco-íris. "Negro sem emprego fica sem sossego". 13 milhões sem trabalho formal, ao sabor do vento, do desalento, da busca por saídas alternativas frente à portas fechadas. A maciça propagação de MEI's não trouxeram nenhum avanço ou novidade ao trabalho autônomo. Antes das negras e negros de ganho no período colonial sempre fomos empreendedores. Por projeto ou necessidade. Pulsa em nossas linhagem o sangue de habilidosos e notáveis comerciantes. Onde a pechincha é um respeitoso jogo de xadrez. Requer estratégia e muita inteligência. "Compra laranja doutor, que ainda dou uma de quebra pro senhor". Ambos os sambas remetem aos espetaculares pregões dos marreteiros nos transportes coletivos em busca de "quem mais?" para ganhar o sustento da família com as mãos limpas. Se somos 56% da população brasileira, significa que cerca de 7 milhões de negras e negros estão nesta lida, fugindo tanto do rapa quanto dos seguranças, incluindo gatunos que apreciam dinheiro fácil. Multipliquem 60 reais por doze meses, vezes sete ou treze milhões e façam as contas de quem é que vai ganhar anualmente com estes valores? "A carne mais barata do mercado é a carne negra". Os inimigos e vampiros externos e internos estão soltos, permanecem à espreita ávidos, em busca de sangue fresco... Ontem guerras tribais, hoje disputa pelo osso. Mesmo à custa do lombo, do sangue irmão. "Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós". Estou vivo. Estamos vivos em meio aqueles que não nos querem ativivos. Sobretudo quando nos tornamos não somente críticos, mas também autocríticos e franco-atiradores. "Quem pensa incomoda não vira massa de manobra". 80 tiros. Inclusive disparados em pensamento por alguns dos nossos pelo cargo, pela boca, pela farda, pelo posto, pela condução e manutenção do rebanho para os matadouros celestes nos abastecimentos capitalistas. "Eu tenho uma missão e não vou parar". Cláudia, Marielle, Moa do Katendê, João Victor e outros tantos anônimos. Desde Robson Silveira da Luz, em 1978, uma uma história letal se repete. A sanha não cessa. Na véspera, o deputado Tadeu, que devia reforçar a luta pelas causas impossíveis, a exemplo de quem simboliza seu nome, tomou as dores da corporação militar que tem licença governamental e presidencial para matar. Não adianta retirar um cartaz, uma charge, uma arte, um poema, prezado Deputado coronel Tadeu, simpatizantes e correlegionários. Nossos atos, lutas e passos vem de longe. Quantas tirarem, outras colocaremos, outros textos publicaremos em nome da Democracia, da Liberdade de Expressão, contra o apagamento, a exclusão, o desemprego, o silenciamento, o genocídio da juventude e da população negra. "Se não me vejo não compro", nos reeduca, alastra, reforça a campanha. Aguardem e guardem o troco nas próximas eleições... "Por essa verdade eu berro e não corro. Entre o bem e o mal nem todo cachorro é um policial. Mas tem policial que é um cachorro. Socorro!" No Dia da Consciência Negra, mestre Juarez Xavier, professor de jornalismo da Unesp em Bauru, foi insultado com impropérios simiescos e esfaqueado por um agressor descontente com a sua cor. O indivíduo, cujos privilégios e tronos adquiridos e conquistados pela sua tez clara devem estar na berlinda e sujeitos a repatriação (segundo Marx "Conhecimento é Poder), pagou fiança, foi liberado, vai responder processo em liberdade. O agredido permanecerá preso às cicatrizes que lembram chicotadas nos costados da memória. "Quando o preto fala, o branco cala ou sai da sala com veludo nos tamancos". Chamemos Samuel Füller para a roda; se o efeito "Cão Branco (White Dog)" se alastrar, o bicho vai pegar. A presente ala do contra tudo que fazemos, criamos, contestamos, reivindicamos, com certeza argumentará que é mais um mimimi. E se for, também temos direitos a vitimização. Tanto que uma facada serviu de cabo eleitoral na eleição de um presidente. Lembra Jonáš Karásek e seu filme tchecoeslovaco "O Candidato (Kandidát)" Assim: "Tire o seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor". No Rio de Janeiro, uma missa aculturada com elementos afros ao rito romano foi contestada por fiéis carismáticos ortodoxos e intolerantes. Lembram os ataques e perseguições neopentecostais à capoeira, ao samba e ritmos afros, à cultura e identidade, as religiões de matriz africana. Não dizem que o Brasil é um país mestiço? Que somos todos iguais? E tem até os que incentivam a mistura, em nome da diversidade e do respeito? Aceitem ou não: "Todo brasileiro tem sangue crioulo". Se vierem todo o primeiro domingo mensal à Igreja Nossa Senhora dos Homens Pretos da Penha de França ou de outras irmandades da Pastoral Afro, surtarão. Por precaução venham de ambulância. O culto conduzido pela Comunidade do Rosário fica preta e carregada de energias de todas as cores, santos de ébano e marfim, com a corte dos orixás. "Branco, se você soubesse/O valor que o preto tem/Tu tomava um banho de piche, branco/E ficava preto também". O Axé é tanto que sentimos a presença dos que vieram muitos anos de nós e dos "que partiram antes do combinado". Questão racial não é problema apenas de negros. Seja na África, seja na diáspora, em qualquer lugar do mundo. A bem da verdade é problema de brancos, mentalidades dominantes e dominadoras pela manutenção de algemas mentais. Afinal foram eles que idealizaram e ainda sustentam divisões e dissensões por meio de racismos estruturais e seus desdobramentos. Os negros, indígenas e demais povos escravizados ou em situação de atraso, exclusão, preconceitos, marginalidades, não são a causa. São a conseqüência. Agora seus mentores e difusores não sabem como lidar com os monstros e pesadelos que eles mesmos que criaram. E que afetam seus descendentes e propósitos. "Parem de nos prender; parem de nos matar!" Os eurocêntricos tem para onde ir; os desenraizados não tem e a maioria não sabem para onde voltar. Seus arquivos, laços identitários e parentais se não foram cortados, foram queimados pelo Águia de Haia para enterrar a vergonha da nação e coibir ações trabalhistas. Conclusão: "O melhor lugar do mundo é aqui e agora". O espírito e legado de escravos reprodutores não cessam. Uma das minhas filhas, Selma Nyjingha, 36 anos, copeira, separada, quatro filhos está experimentando uma longa maratona, típica das "Escrevivências" de Conceição Evaristo. Deu cabeçadas, levou empurrões e tropeções, caiu, está se reerguendo, saindo das caixinhas. Mora na Cohab 2 - Itaquera, cursa Pedagogia de manhã no Tatuapé, trabalha 8 horas à tarde no alto da Mooca, retorna por volta da meia-noite e meia. Tem apenas uma folga semanal rodiziada mensalmente para estudar, cuidar dela e da família. E a qualidade de vida? E tempo para um melhor exercício, pesquisa, desenvolvimento acadêmico, pessoal, profissional? "O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos". Ela não é a única. Outras tantas e tantas jovens e mulheres negras e periféricas encontram-se em igual situação nos contextos e processos em que vivem. "Ali onde eu chorei/Qualquer um chorava/Dar a volta por cima que eu dei/Quero ver quem dava". Umas acomodadas aos condicionantes paternalismos assistencialistas e atrofiantes, outras forjando superações empoderadoras e protagonistas. Armas e punhos frente às realidades em que vivemos, como forma de revide, autodefesa, em vez de abrir caminhos, podem significar nossas sepulturas. Os poderes judiciários, além de alvos, estão cooptados e são tendenciosos. Em vez do suicídio coletivo, municiar a mente com equilíbrio interno, formação e informação, incluindo as constitucionais, penais, direitos humanos, políticas publicas, dentre outras, sejam mais construtivas e viáveis nesses tempos de porcos espinhos à solta, ávidos para encontrar um saco de pancada e com licença para atirar. "Hoje, tá difícil, não saiu o sol/Hoje não tem visita, não tem futebol/Alguns companheiros têm a mente mais fraca/Não suportam o tédio, arruma quiaca". Agatha, nome de uma das minhas netas, aonde você estiver: Brilhe, Brilhe, Brilhe!!! Pode não ser Elis Regina, Ruth de Souza, Noite Ilustrada ou Reinaldo de saias, como Clementina, Clara Nunes, Jovelina, Dona Ivone, dentre outras estelares. Agora você também é uma estrela! “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela..." Continue Pretx. A jornada negra permanece em ladeira íngreme, com névoas e obstáculos no caminho para arrefecer ânimos e ofuscar horizontes. "A felicidade do negro é uma felicidade guerreira". Toda opção tem um preço; escolha gratuita não existe. Entre trancos e barrancos, quedas e buracos, não desistam. Resistam, persistam, transmitam. Semeiem abridores de latas, chaves, luzes, oportunidades, possibilidades, perspectivas, realizações. Respeito, Retrocesso e Revolução começam em casa. Democracia, Direitos Humanos, Opressão e Tiranias, independem de classe, cargo, gênero, parentesco, etnias. "O povo quer florescer e ganhar a vida". Voe...

Negros - Solano Trindade

Negros que escravizam
E vendem negros na África
Não são meus irmãos

Negros senhores na América
A serviço do capital
Não são meus irmãos

Negros opressores
Em qualquer parte do mundo
Não são meus irmãos

Só os negros oprimidos
Escravizados
Em luta por liberdade
São meus irmãos
Para estes tenho um poema
Grande como o Nilo

Oubí Inaê Kibuko, Cidade Tiradentes para o mundo, 21/11/2019.
Publicado originalmente no blog Cabeças Falantes, ilustrado com a capa do Suplemento Pernambuco, número 154, 2018: https://tamboresfalantes.blogspot.com/2019/11/solaneando-frente-espelhos-o-21-de.html
OUBÍ INAÊ KIBUKO
Enviado por OUBÍ INAÊ KIBUKO em 25/11/2019
Código do texto: T6803287
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Sobre o autor
OUBÍ INAÊ KIBUKO
São Paulo - São Paulo - Brasil, 64 anos
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OUBÍ INAÊ KIBUKO