UM CÉU VERDE AQUI NA TERRA.

A imensidão de verde cobria toda aquela extensão quando de vista aérea, o aeroporto visto lá de cima de mostrava aquele pequeno retângulo de pequena largura, mas o suficiente para aterrisagem ou decolagem de uma aeronave a médio porte. Os turistas usavam esse campo para essas atividades, dava acesso às aldeias e pequenas cidades nessas imediações, quando esses aviões localizavam esses postos, a visão panorama indicava esse lugar aqui em meio a tantas maravilhas de naturezas, parece que o céu é aqui na terra.

O avião deu a primeira volta em torno desse aglomerado de habitantes, logo esses nativos se prepararam para essa recepção calorosa a esses visitantes de terras distantes, dando boas vindas e agradecendo essa chegada, esses índios e caboclos ribeirinha faziam danças de mostrando suas culturas e costumes, enquanto os guias turísticos apontavam suas habilidades em confecções de artesanatos, tudo era compreendido através da tradução feita ali por esses cicerones indicando caminhos e direções por onde esse grupo de estrangeiros passavam.

Se percebiam observando nos semblantes desse povo o quanto de mostravam seus sofrimentos e descasos pelos governantes, suas terras estavam cada vez menos de tamanhos, suas reservas nativas estavam sendo saqueadas, pois os desmatadores, garimpeiros e até traficantes internacionais, por ali faziam rotas quando roubavam derrubando enormes árvores de madeiras nobres exportando para comércios internacionais, mas porém nem tudo é treva, nesta ocasião estamos recebendo a visita dos homens do bem, aqui aportam no intuito de buscar o conhecimento estudando o clima, as águas e tudo que é salutar...faz bem a vida. Esses turistas que aqui chegaram reuniram esse grupinho desse povo das florestas e através de uma boa tradução faz um pequeno discurso levando uma palavra amiga dando a eles alta estimas, dando sentido à vida.   

Eu não vejo em vocês uma pessoa tresloucada de pensamentos mirabolantes... não! vocês são assim e sempre deveram ser desse jeito, nasceu aqui meio essa natureza exuberante, vocês pertencem a essas terras, a essas águas, está inserido nessa vida, respira o vento que assopra em todas as direções, as divindades celestes administra essa harmonia tão presente a cada dia, a alvorada desperta, surge como um balsamo de esplendor multiplicando centena de raios de luz de mostrando variadas cores refletindo dando formas às Vitórias Regei que expandem, lagos, corredeiras e igarapés, sobre o canto do Uirapuru emitindo dezenas de notas musical natural de seu ser vestido de plumas, bicos, asas e garganta cantarolando das altas copas dessas belas castanheiras Imensa! cheio de mistérios plantada sobre esse fértil solo de onde brotam as plantas curativas que estinguem esses muitos males devolvendo a saúde dando muito vigor a esses nativos nascidos nessa terra de beleza sem igual.

Esse pequeno planeta gira como uma bailarina solta entre o tempo e espaço físico palpáveis e perceptivo, esse seu país está aqui nesse globo terrestre e está retratando um desenho espetacular, certeza que ainda temos guardiões que protege essa diversidade, precisamos das grandes e pequenas reservas florestais, vejo que o clima está sempre atingindo as regiões certas, o sol brilha intensamente no litoral, mau tempo as vezes assola, até derrubam os casebres construídos nas encostas dos morros, mas porém a natureza distribui a quantia certa para cada região. Essas chuvas fazem transbordar os riachos e reservatórios.  faz frio, até neva na altura das divisas terrestres, esse é um país continente, estamos alinhados com a Abóboda Celeste, tudo está sendo focalizado pelo grande criador do universo, tudo que aqui se cultiva, fecunda e floresce trazendo colheita abundante.   

Nesse fim de semana esses amigos da natureza, os mesmos que demos boas vindas nessa mesma semana, regressaram para seus habitats; as cidades grandes, certeza que daqui tiraram grandes lições, até compreenderam os desmandos, a mais de quatro anos a floresta tropical agoniza sob o abandono desse governo perverso que ao em vez de aspergir a água nesses incêndios vai em favor de atear o fogo, até seus últimos dias só preocupou em destruir sempre a favor das causas desastrosas delituosa.

Os nativos juntamente com os povos ribeirinho faz suas últimas despedidas, enquanto a aeronave decola e até em pouca altura ainda se percebem os acenos desses verdadeiros brasileirinhos.

Antherpor/17/01/23

Antonio Portilho antherport
Enviado por Antonio Portilho antherport em 17/01/2023
Reeditado em 30/01/2024
Código do texto: T7697204
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