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Isso se passou no ano de 2020, no futuro diremos
Já estamos no meio do ano, nossa! Como esse trem da vida corre a alta velocidade, começou a partir do inicio destes 2020 parece que embarcamos em um trem bala, as janelas  mostram somente os vultos que passa por essa tela real, visão exterior desse ambiente, tudo é projetado em meio a velocidade do tempo, nós; pobres mortais continuamos em inércia, a movimentação acontece lá fora pressionados a vazar por essa abertura tão pequena sem o direito de recusa mesmo que um funil determinando uma saída apertada sem outra opção, os males querem nos abater, sem  nenhuma forma de defender, nem remédio, sem formulas para imunização, o único recurso é nos isolar-mos dentro de nossos aposentos protegendo do contato do nefasto  as mortes nesse ano nos oprime e vez em vez alguns vivente se afogando nesse mar de pandemia, são idas sem voltas, vírus mortíferos nos laçam como cordas em pescoços,  animais como feras indomáveis nos derrubando nas valas coletiva, depois disso nossa identidade perdem a validade nosso cpf cancelados para sempre nessa existência, enquanto o frio nos embala aproximamos mais e mais de nossa família, esse calor que aquece nesse interior, lar que nos   blinda de qualquer invasão mesmo que seja invisível.  
Contra esse ser tão perigoso, só nossa casa é o abrigo mais seguro incontestável. a locomotiva da vida, nos carrega, nos conduz.
Esses trilhos de aço sustentam nossas vidas e nos levam para destinos entre o espaço do ponto de partida ao triunfo da chegada, as rodas dessa máquina gira até causando atritos entre as densas moléculas de ferros e gusa perecidos nas fornalhas de incontáveis graus de calorias.
O nosso aparelho respiratório, dês da maternidade até o apagar dessas luzes continua incessante levando a vida a nosso organismo enquanto variadas provas de resistências com erros e acertos, assim curamos das doenças e imprevistos no curso da nossa vida.
As vezes somos derrotados de moléstias pestilentas viral, sofremos até a hora em que tombamos em uma cova aberta desvalidas em local não identificado construídas em valas comuns.
Dentre esses milhares de sepulturas marcadas em cruzes procura se um corpo soterrado entre meio a tantos não localizados pelos familiares, só a certeza que entre estas covas mais recente existentes um nome certo em uma certidão de óbito.
Nesse espaço físico medido em alqueires picados e furados entre montes de terras, chegaram ali e estacionaram assim como as máquinas que quebraram agora sem peças para reposição, corpos que deterioram como o sereno da noite em contato do ferro causando a ferrugem.
As janelas do trem da vida pararam, as imagens congelaram para sempre, como na mecânica um freio acionado bruscamente, esse ano terminou para esses individuo vitimado por esse veneno feito vírus contaminante de extrema letalidade produto de uma guerra invisível natureza contra o homem, tudo indica que a culpa disso se dá aos depredadores do meio ambiente que com seus egoísmos devasta a natureza caçando e pescando o animal em seu habitat, certeza que esses homens mexeram no vespeiro e o resultado é esse que está acontecendo, a máquina está emperrada até que esse vendaval pandêmico diminua e os dias volte a fazer imagens em nossas janelas trazendo de volta o prazer de viver.
Antherport/03/junho/2020 

 
Antonio Portilho
Enviado por Antonio Portilho em 03/06/2020
Reeditado em 24/07/2020
Código do texto: T6966325
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Portilho
Andradina - São Paulo - Brasil
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