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Eu vou, irei talvez,
amanhã quem sabe ou até o fim do mês,         
se o tudo acabar ficarei até quando não sei, receba minhas cartas, escritas em linhas mal traçadas, de perfume, lágrimas, por saudade de ti chorei.
A roda gigante, o curso d’água, o moinho de vento, o encontro marcado, o amor acabado, não tem beijos, nem batons manchados, um sorriso rasgado, de volta ao passado, Constância, você minha rainha, eu seu rei.
No calendário um dia dito feliz, naquela tarde, seu semblante perdido na nevoa, seus lábios pintado, paisagem úmida, do vermelho da sua boca você falava eu te ouvia, sua voz de mulher fazia vibrar meu ser, depois de muitos dias, levei minha mão ao encontro da sua, você tirou a luva de lã, voltei a sentir o calor de sua mão, no meu peito,  coração pulsou como uma usina de força, eu aproveitei os impulsos e expressei com segurança no timbre das palavras:
- Volta pra mim.
Ela não disse se quer uma palavra, mas  aceitou, eu senti quando apertou minha mão com mais intensidade, colou seu rosto no meu e caminhamos contra os intemperes desse clima propício ao amor, logo as luzes do parque acenderam, o chapéu mexicano, o trem fantasma e os movimentos contínuos da Roda Gigante, logo o círculo se feichou, no centro das atenções um ponto, precisão geográfico.
Eu e Constância; para sempre uma constância. Antherport/30/11/1
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Antonio Portilho
Enviado por Antonio Portilho em 30/11/2019
Reeditado em 04/05/2020
Código do texto: T6807673
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Portilho
Andradina - São Paulo - Brasil
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Antonio Portilho