Miscelânea

Senhor meu Deus, não te peço prata, muito menos ouro, mesmo com toda minha pequenez, usa minha mente e os meus dedos para que eu possa escrever versos que fluam do seu Santo Espírito. Se na tua seara, não me sinto digno de anunciá-la, pelo menos aqui, usa-me para que através dos seus versos, adubada seja a boa terra, e venha germinar a boa semente.
Enquanto muitos estão descansando em seus maravilhosos leitos, aqui estou olhando para a tela do meu notebook, desesperadamente em busca da minha adorável Inspiração, no afã de que versos venham transbordar em minh’alma.
No silêncio da noite, começo a lembrar da época, em que nesse horário, eu trabalhava na Empresa de Aços Especiais Itabira, que fica situada na cidade de Timóteo, no tão adorável Estado de Minas Gerais.
Trabalhar de zero hora, já era difícil, agora querem ver mesmo, osso duro de roer, era quando nesse horário, a gente chegava para trocar o turno, e o Forno-panela estava parado, Jesus quanto sacrifício, era pá e enxada a noite toda, fazendo limpeza. Nesse horário dava de tudo: estrelinhas, pescaria, areia nos olhos. Ficávamos torcendo, orando, clamando, para que uma panela de aço inox, viesse do forno-elétrico III, para aquecimento no nosso forno. Somente assim, por alguns minutos, safávamos da desgastante, fatídica limpeza da linha.
Se por um lado tinha esses obstáculos, no entanto tínhamos também, momentos raríssimos de muito riso e alegria, quando os saudosos Gino e Pelé tiravam para contar piadas, não tinha uma alma sequer, que não risse das suas palhaçadas. Exemplo de humildade, eram essas duas vidas, no corpo eram adultos, porém suas mentes, eram puras, como a de uma criança. Nesse tempo todo, em que tive a felicidade de trabalhar perto deles, nunca presenciei, uma briga, ou sequer uma palavra de ofensa, que viessem sair dessas bocas.
O Gino era noivo, beirava os quarenta anos, sua pele era escura, altura mediana, magro, tinha aquele olhar simplório e desconfiado. Era aquele sujeito, que só de olhar para ele, dava vontade de rir. Gostava sempre de usar a camisa por dentro da calça, todo bem trajado. O Pelé, era casado, tinha três filhos, também magro, sua pele era de cor clara, contudo diferentemente do Gino, gostava de andar todo relaxado, se visse um monte de poeira, seria capaz de cair dentro dela, rs. Penso eu que fazia assim, para mostrar para os chefes que estava trabalhando.
Foi muito bom, trazer na mente essas lembranças, afinal de contas, viver também é recordar o passado. Desejo imensamente, do íntimo do meu ser, que vocês meus amigos, estejam ao lado do Redentor, gozando de muita paz.
 

 
Simplesmente Gilson
Enviado por Simplesmente Gilson em 24/08/2019
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