VIDA NA ZONA RURAL
As janelas da cidade se abrem para um novo dia, os estabelecimentos estão bem próximos dos locais de consumo enquanto as portas se abrem para os compradores.  Trabalhadores se exercitaram no período da noite para produzir os alimentos enlatados, massas, confecções, as indústrias de papelão redobram o turno da noite para confeccionar as embalagens. As gôndolas dos supermercados se exibem em exposição fotogênica, chamando atenção para serem transferidos para esses carrinhos de compras, as frutas e leguminosas, cereais e embutidas saltam aos olhos da freguesia nos dias em que a temporada de chuva chegou em hora oportunas, trazendo farturas e saúde em abundâncias.  
Nas grandes metrópoles, asfaltos se estendem como tapete negro por longa extensão. O solo se transforma em uma camada impermeabilizada impedindo a penetração da umidade das águas para o subsolo.  
As enxurradas em águas pluviais escorrem pelo fio da sarjeta procurando os níveis mais baixos dessas vias até se misturar com os esgotos sujos produto oriundo das residências e condomínios.
As árvores, pequenas palmeiras e trepadeiras multicoloridas se agarram nas paredes de concretos insistindo de mostrar um pouco do belo apesar de se ofuscar pelas densas camadas de poluições ainda destaca folhagens e ramalhetes vermelhos, amarelos, lilaz , até azuis dos cipós primavera.
 
Quando entrar setembro e a boa nova florir os campos na zona rural.  
A vida irá se transfigurar nas maiores maravilhas.
Os capins; alimentos da vida selvagem iram brotar e crescer viçosos e verdejantes.
Os regatos são como braços ou mãos oferecendo águas como copos transbordantes.
As bocas ressequidas de línguas ásperas se encharcam, antes de jorrar para dentro do organismo esse líquido benéfico rejuvenescedor.
Essência do respirar, correntes de ar que invade as narinas,  o vento calmo e rasteiro trás de longe a paz interior.
 A chuva vertical se encarrega de molhar todos os lugarzinhos da relva por mais escondido que estejam.
O cheiro da terra molhada inspira o cantar dos pássaros com sons inconfundíveis. Os capítulos dessa nossa vida vão se desenrolando no passar das horas.
Da porta de uma choupana vista para fora, nossos olhos não alcançam os longínquos traços  do horizonte se misturando com o verde das matas, a estradinha aponta para os lugarejos perdido na natureza rodeado de graminhas retratando um singelo quadro de simples belezas.
Tudo cresce longe dos barulhos dos grandes centros apinhados de artes em concreto armado.

Antherport(07/9/2018.
Antonio Portilho antherport
Enviado por Antonio Portilho antherport em 07/09/2018
Reeditado em 08/09/2018
Código do texto: T6442194
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