O CUSTO HAVANA

Perguntaram-me sobre o custo turístico em Havana. Bem, neste caso, você tem necessariamente de encarar dois modos de viajar, notadamente para CUBA. Se o intento é não gastar muito ou economizar, é mais complicado alimentar expectativas de conforto e bom desfrute, a meu ver. Vejam bem, a ilha vem lentamente se recuperando de uma grande crise passada com a falta de apoio econômico da falecida URSS, mais o permanente embargo econômico dos EUA, portanto, em hotéis mais baratos, por exemplo, haverá reclamações fortes, como li bastante na internet. Minha viagem não foi barata, custo europeu, e me hospedei num dos melhores hotéis da Capital, que, no passado, foi de alto luxo. É um lugar ainda qualificado, que oferece comodidade e bem-estar, mas requer reparos e modernização. O táxi não é barato e nem as refeições, bebidas e programas noturnos. O turismo tem sido a redenção da ilha e a “propina” aos que trabalham na área é sagrada, com valor em euros (um CUC, peso conversível e moeda turística, aproxima-se de um euro). Para europeus, americanos e canadenses, pode não significar muito, mas é bastante na relação com o valor do nosso Real. A internet, como já disse, é bem restrita, fraca e cara nos hotéis que disponibilizam wi-fi. Por tudo isto, acredito, alguns se decepcionam. A gente tem de saber para onde vai e estar muito bem informado. No mais, a cidade é pitoresca, agradável e o povo é de bom nível, musical, atencioso e hospitaleiro; há segurança, apesar da pouca iluminação urbana noturna. Não se vê mendigos, crianças na rua e sem teto. Embora não seja o primor que é LIMA, no Peru, a cidade é limpa. Gostamos. Varadero, bem, Varadero é um desbunde e fim de papo.