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Em um estacionamento as margens do mundo, um coração na inércia, a porta rangeu e se escancarou, caminhou alguns passos, em uma nevasca ali a frente se obliterou, se despiu da fantasia, mas um resto desses adereços se desprendeu, a pluma caiu ao chão, leveza exposta ao vento ameaçando uma decolagem forçada, em seguida a brisa generosa impulsionou, o enfeite daquela vida planou, navegou ao toque do vento, até um certo momento ficou a deriva, logo tocou um destino como um espirito aventureiro sem encontrar um abrigo, mas se misturou ás luzes dos pirilampos.
Imediatamente um carro que por ali passava parou, O casal se aproximou.
- Você o conhece? perguntou o marido.
Sim....  
Enquanto isso o vermelho do sangue manchava o centro circunferencial volantil.  
- Alécio... é Alécio... era o nome dele. Enquanto isso a fumaça dos destroços emergia elevando-se aos altos, a água do radiador de colmeia rota derramava, se esvaiam sobre o negro impermiável do asfalto de silêncio de palidês morbito.  
A pluma voou para longe, pegou carona na corrente de vento, mas a chuva dará sentença; imprudência ao volante,  já mais esse espírito deslizará sobre rodas, veredito final.
Antonio Herrero Portilho/14/7/20 

 
Antonio Portilho
Enviado por Antonio Portilho em 14/07/2020
Reeditado em 25/07/2020
Código do texto: T7005320
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Portilho
Andradina - São Paulo - Brasil
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Antonio Portilho