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ESSA É BOA PRA CHUCHU

Essa que vou contar agora, me foi contada pelo meu irmão. Não sei se eu já contei que eu tenho um irmão que fica invisível, escreve poesias, letras de músicas, entre outras façanhas.
Mas o fato é que ele também gosta e é muito bom para contar mentiras, razão pela qual eu não garanto nada. Portanto, acredite se quiser. Mas se não acreditar não tem importância porque a história é muito boa.
Foi numa tarde de sábado, entre uma cerveja e outras, na beira da praia na Península de Maraú, Bahia.
 Clima mais que favorável à cerveja gelada e conversa fiada.
Acho que foi só pra chulear a conversa, que começamos a falar da dificuldade de encontrar hortaliças e legumes naquela região. Era mesmo um absurdo, pra se comprar um alface, só era possível no centro de Barra Grande, que já chegava meio murcha de Camamu.
Meu irmão praticamente estava morando na península. Por quê você não planta uma horta por aqui? Perguntei por perguntar, pois sei muito bem que lavoura não era propriamente a sua praia.
-Pois é..... Eu já tentei uma vez, mas essa terra é muito ruim. Sem contar com a salinidade que o vento traz, quando vem do mar.  Olha que uma vez eu........Tá vendo aquela árvore morta ali?  Pois é. Uma vez eu pensei de plantar ali um pé de chuchu usando os galhos como latada para o chuchu se espalhar...  Olha que chuchu dá com a maior facilidade e em qualquer lugar.  Pois bem: Arranjei um chuchu que já estava botando o broto, consegui um pouco de composto vegetal, mais um tantinho de adubo e plantei o chuchu com o maior carinho. Fiz até uma cerquinha para proteger do vento... Aí foi só esperar.  Mas não é que a planta começou a crescer cheia de vigor! Sabe que eu só ficava imaginando a planta subindo pelos galhos secos da árvore. Ia parecer uma nova árvore. Né mesmo?
Mas, a minha alegria não durou muito. No melhor da festa, apareceu um formigueiro, daquele tipo saúva vermelha e destruiu tudo. Não deixou nem um broto pra contar a história.
Está claro que eu fiquei chateado, mesmo assim resolvi tentar outra vez.
Consegui um outro chuchu brotado, limpei o lugar, espantei as formigas. Com água de sabão, ( Receita da minha avó.) Aí eu lembrei que pó de café também era muito bom pra espantar formigas. (Também receita da vovó)
Plantei de novo no mesmo lugar.  Dessa vez com bastante pó de café, achei que ia dar certo e fiquei esperando o resultado.  E pra encurtar a história: As miseráveis formigas, comeram o meu chuchu, tomaram do meu café e todas as noites invadiam o meu quanto e roubavam os meus cigarros.
PS. A história do invisível fica para outra ocasião.

                                                   São Beto
São Beto
Enviado por São Beto em 18/07/2015
Reeditado em 20/07/2015
Código do texto: T5315734
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
São Beto
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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