SERIAL KILLER - Parte I

Enquanto voltava para casa em seu velho carro pensava como seu dia tinha sido duro. Seus quase trinta anos de polícia tinham o tornado um detetive respeitado no meio. Um homem, de bom humor e coração, que sempre resolveu seus casos com enorme rapidez e precisão. Que subiu rápido de posto dentro do departamento pela imensa quantidade de ladrões, assassinos e estupradores que tinha apanhado. Era realmente bom, e sabia disso.

Porém, há três meses surgiu um novo assassino. Um ser demoníaco que estraçalhava suas vítimas, às vezes famílias inteiras, brincando depois com seus restos mortais... espalhando as cabeças pela casa, pintando as paredes com seu sangue, costurando de volta os dedos de formas trocadas... o psicopata matava quase todos os dias e isso afundou a cidade em medo...

Como melhor detetive do departamento, foi designado a sair na caça desse monstro. Todos estavam certos de que ele não demoraria mais que um mês para colocá-lo atrás das grades... mas o Serial Killer frustrou seus planos.

O detetive seguia todos os rastros, checava todas as pistas. Mas estava sempre um passo atrás! O assassino era perfeito... nunca deixava marcas, digitais ou qualquer outra coisa que pudesse levar diretamente ao seu encontro. O cruel Serial já fizera dezenas de vítimas e o exímio detetive ainda não o conseguira colocar atrás das grades.

Isso tornou o detetive um homem diferente. Uma pessoa frustrada e mal-humorada. Seus olhos eram fundos de estresse e sua expressão dura e fria. O chefe do departamento já tinha sugerido que mudasse de caso, mas o detetive não queria. Tinha se tornado algo pessoal. E seu superior não tinha o que discutir. Ele era o melhor.

Hoje mais uma vez tinha chegado atrasado. Encontrou uma família inteira em pedaços dentro da casa do cachorro. Já que sobrou do cachorro se encontrava em cima do sofá, com a pata em cima do controle remoto e a televisão ligada em um canal de esportes. Na parede estavam os dizeres: “Rex, não se esqueça de levar a família para passear!”.

- Sádico filho da puta!!! – proferiu com raiva o detetive socando com as duas mãos o volante enquanto aguardava o sinal verde. – Você ainda vai pagar por tudo isso! – disse numa entonação confusa. Virou a esquina e chegou em sua rua. Parou o carro na frente de casa. Estava exausto para colocá-lo para dentro. A grossa chuva que caía fazia seu casaco parecer ainda mais pesado do que seu corpo já o tinha tornado. Precisava de uma longa noite de descanso...

Entrou em casa e respirou aliviado pelo fim de mais um dia.

A luz da sala não acendia... alguma pane elétrica provavelmente. Não tinha tempo para esses problemas sem importância. Acendeu então a luz da cozinha, que iluminava apenas parcialmente a sala, e lhe figurava um aspecto um tanto quanto sinistro.

Caminhou em direção ao centro da sala, onde ficava a pequena mesa redonda, na qual todo dia colocava sua arma e seu distintivo. Deu dois passos e parou... percebeu alguém ao seu lado! Virou-se em um brusco movimento! E entendeu desde o primeiro segundo, pela maneira com que se olharam, que bem na sua frente estava o sanguinário assassino que caçava há tanto tempo...

Continua...

(13/01/08)

Josadarck
Enviado por Josadarck em 13/01/2008
Reeditado em 13/02/2008
Código do texto: T815563
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