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A pequena pintadinha

Era uma vez uma menina branquinha
loira, de brilhar ao sol
chamada Banana Pintada

Ela era muito faceira
porém ficava vermelha
a cada 'vergonha' passada

Um dia a coitada
de frente foi colocada
pela 'fessora de português
bem em frente da sala
onde todo mundo que passava
podia ver o que tava
não acontecendo

é mesmo que ela queria
que eu e ele falava
a tar da língua que enrrolada
parecia batata quente

os pequenos, coitadinhos
que não sabiam de nada
e de coisa nenhuma entendiam
queria ela que falassem
a tal da língua quente

porém os pequeninos
que nem sabia ingrêis
muito menos, portugues
mas ela queria que falassem
grego

como os mesmos de nada sabiam
ficaram olhando um pro outro
com uma cara de pergunta
porque não estavam entendendo

a professora, com cara de taxo
ficou com a cara no chão
de tanto passar vergonha
pque mesmo o que ela ensinava
não era o que ela queria
que os pequenos sabia

mas se pensa que ela se fez de rogada
não fez não a tar da marvada
que depois de passar vergonha
fez a pequena bananinha pintada
pagar  a contra do infortúneo

e da segunda não passou pra terceira
mesmo dando bronquite porque pressentia
e no final do ano foi reprovada
por conta do português

mudaram de onde moravam
e foram embora, outra vez

e na escola da cidade
fazendo amizade com uma negrinha
gordinha que tinha na sala
meio que embirrou, a pequena

e do português que pouco sabia
do alemão menos ainda
foi sentar bem no canto da sala
e fazia o que queria
porque no fundo, bem lá no fundo
sabia que tinha sido injustiçada...

mas não tem problema
a vida passa
e o mundo dá muitas voltas
e a pequena loirinha
que de burra não tinha nada
ficou fera da lingua ferina

Porquê falar alemão é muito fácil
Francês falar é fácil mais ainda
Mas a Língua Portuguesa
Nem os portugueses falam certo;)

Então de tanto não falar à toa
 e se achava a mais sem graça
 cheia de vergonha e complexo
de inferioridade, coitadinha
a pequena bananinha
comeu tudo o que leu
e a língua difícil aprendeu

Por que falar é fácil
Ler muito mais ainda
E escrever, nem se fale

E de tanto treinar o verbo
tirou dele o mais profundo
e dele fez-se intérprete

Então a Loira, chamada burra
Se sentindo insultada
Toda vez que isso ouvida
Resolveu dar as respostas
muitas que ninguém sabia

Ma isso já é outra história
da menina tão looirinha
que de tanto ter vergonha na cara
ficava vermelhinha, vermelhinha
parecendo tomate maduro
ou mesmo pimentão vermelho
porque quando a vergonha era muita
ardia feito pimenta...

E assim termina esse fato
da pequena notável, tão lindinha
que se alguém a provocasse muito
dava até tapa na cara...


Maria Tereza Bodemer
Enviado por Maria Tereza Bodemer em 30/11/2019
Reeditado em 30/11/2019
Código do texto: T6807163
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Tereza Bodemer
Rolim de Moura - Rondônia - Brasil, 57 anos
1141 textos (30125 leituras)
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Maria Tereza Bodemer