O PÁSSARO DE VIDRO MORREU NA CHUVA

Atrás das camadas de nuvens sobre a cidade, o brilho do sol se escondia da névoa que o vento frio passava e os olhos não podiam contemplar a chegada do inverno.

As ruas estavam triste com a chuva que caia e, Alan Lima que havia despertado às 06h10 min... estava pronto para ir ao trabalho. Acasalhado, ele entrou no elevador do décimo andar, depois de alguns segundo o rapaz estava na rua, olhou para os lados opostos e abriu o guarda-chuva, começou a caminhar em passos lentos, sentia o vento frio o abraçou com um bom dia. Ele passou pela praça, caminhos por dez minutos até a parada de ônibus, olhou para o deserto das seis e meia da manhã, então, resolveu ir caminhando.

No percurso ele olhava assustado para todos os lados, pois, a cidade era violenta, não havia nenhum programa destinado aos moradores de rua e a gestão do prefeito era péssima, porém, o Alan era acostumado a pensar positivo, pois, ele sempre soube que a vida era feita de etapas. Parau num café, e tomou um café tailandês por que ele gostava de sentir o gosto do grão torrado na manteiga e triturado, depois, passado pelo processador com leite gelado, açúcar, leite condensado e pedrinhas de gelo. Ele gostava muito, muito! E, seguiu pela Rua São Luiz.

Alan Lima sabia que chegaria no trabalho atrasado, resolveu apressar os passos, percebeu uma mulher vestida de preto e olhos verdes, ele desconsiderou-o, mais ficou feliz em ver uma mulher exótica sorrindo na chuva, agora forte, ele já estava com os pés causados com um tênis Adidas encargado, com frio, ele olhou se havia alguma loja aberta ou uma lanchonete, a cidade ainda dormia, ele parau num jornal que acabará de abrir, comprimentos o proprietário, logo, dirigiu-se a marquise onde parava alguns ônibus, sentiu fome, eram 07h00; pensou em chamar um chofer, não havia praça, seguiu agora pela Av. Presidente João Pessoa, antes havia cruzado a Duque de Caxias, entretanto ele se sentiu em pensamentos porque havia visto vários homens na chuva acompanhando um cortejo fúnebre na chuva sem se molharem.

Alan Lima, finalmente chegou no Edifício Chantal às 07h34 min... entrou, comprimentos os dois porteiros, seguiu em direção ao elevador, esperou, abriu e entrou, depois, de 27 segundos a porta se abriu.

-. Bom trabalho, Sr. Lima. - disse o homem de terno que o Alan não havia percebido quando havia entrado. Assustado, ele pensou na mulher, no cortejo fúnebre e no homem de terno por alguns segundos, então, abriu a porta e dirigiu-se para sala de trabalho.

Sérgio Gaiafi
Enviado por Sérgio Gaiafi em 25/05/2023
Código do texto: T7797502
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