Pazuzu O Demônio dos Ventos.

Do leste soprou um vento frio, anunciando a chegada de uma grande força oculta.

Rápido, Cristopher, jogue essa armadilha antes que ele nos mate.

Naaaaaaaaaaaaaaaaaaõ!!!

Handriel era um exímio arqueólogo, conhecedor dos mais obscuros segredos que poderiam destruir a humanidade. Em sua última expedição, havia descoberto um "canopis", vaso sagrado que guardava uma entidade muito antiga, capaz de coisas e atos horrendos. Depois de traduzir todas as inscrições ao redor do "canopis", Handriel decidiu guardar em um lugar secreto aquele jarro da perdição, pois se caisse em mãos erradas, a humanidade estaria perdida.

Já Amón, por outro lado, era o oposto de Handriel, em um passado remoto foram muito amigos, porém a intriga e a ganancia encerrará para sempre essa amizade e Amón sabia da existência do tal "canopis" e do seu conteúdo e jurou para si mesmo que ainda seria dono de tudo e de todos. Já tinha até um plano arquitetado para possuir o "canopis", só esperava a hora certa.

A hora havia chegado, Amón não poderia perder essa oportunidade de possuir aquele vaso sagrado e dominar o seu conteúdo. Havia contratado alguns dos mais famosos saqueadores, Stuart, Pégasus e Antonieta, e lhe havia prometido muitas riquezas, claro que eles aceitaram. Explicado o plano e o alvo principal, partiram para a casa de Handriel que ficava em um pequeno vilarejo, na cidade de São Paulo.

Handriel acabara de ler um antigo pergaminho e estava em seu escritório catalogando algumas peças de sua última expedição, quando ouviu uma grande explosão na porta da frente, acionou o alarme do seu escritório e correu para ver do que se tratava tal barulho.

- Que bom que te encontrei, velho amigo! Exclamou Amón.

- Que surpresa desagradável. Respondeu Handriel.

- Vim buscar o que me pertence, seu maldito.

- Que eu saiba, não tem nada da sua conta aqui, seu ganancioso.

Nesse momento, uma enorme rede caiu sobre Handriel e ele ficou imóvel no chão, Antonieta, uma das comparsas de Amón, havia imobilizado Handriel e agora o arrastava até o escritório. Quando chegou na porta do escritório, Antonieta colocou a mão na maçaneta para abrir a porta e Amón gritou:

- Antonieta, cuidado!

Nesse momento, um jato de ácido espirrou na face da jovem mulher, dissolvendo até os ossos e seu cadáver caiu ao chão.

- Uma de suas armadilhas, não é mesmo? Mas isso não irá me impedir de pegar o que eu vim buscar.

- Stuart, levante esse idiota do chão, coloque ele em sua frente e abra a porta.

Quando Stuart levantou Handriel do chão, ele acabou pisando em um pequeno dispositivo que estava escondido embaixo do tapete, acionando dardos venenosos que foram direto em seu pescoço, vitimando mais um dos comparsas de Amón.

- Mas não é possível uma coisa dessas, estou cercado de idiotas.

- Claro, com um chefe desses, o rei dos idiotas! Indagou Handriel, dando uma enorme gargalhada.

- Pegarei esse "canopis" nem que tenha que te empalar, seu imbecil.

- Seja feita a sua vontade. Respondeu Handriel.

O único comparsa de Amón que havia sobrado, saiu correndo para dentro do escritório que estava com a porta aberta, depois que Antonieta tivera sua face dissolvida, parou no meio da grande sala cor de mogno e ficou encantado com tudo o que os seus olhos enxergavam.

- Pégasus, tome cuidado, esse lugar está cheio de armadilhas, não mexa e não toque em nada.

O jovem continuou imóvel no meio da sala.

Handriel estava de pé na frente de Amón que usava o ex amigo como escudo. A frente de Pégasus tinha uma enorme escrivaninha de mármore branco com vários objetos de valor em cima, Handriel já havia planejado em sua cabeça como se livraria de Pégasus e disse para ele:

- Você sabe que seu chefe vai te matar quando conseguir o que ele quer, não sabe ?

- Ele não seria capaz disso. Respondeu o jovem.

- Pelo visto, você não o conhece. Está vendo essa enorme estátua de ouro branco a sua frente? Pode pegar, ela vale alguns milhões de dólares e eu te garanto que não tem nenhum tipo de armadilha.

- Pégasus, olhe para mim, não faça isso, ele está tentando te ludibriar para que você caia em mais uma armadilha.

Nesse mesmo instante, Pégasus caminhou calmamente até a escrivaninha, observou tudo ao seu redor e antes de pegar a valiosa estátua, checou para ver se não tinha nenhum botão escondido que acionaria mais uma armadilha mortal, observou um enorme peso de papel a sua frente e ao tirar a estátua do lugar, colocou rapidamente o peso, evitando assim que fosse atingido por alguma coisa, pegou a estátua, colocou dentro de sua mochila, virou as costas e foi embora.

- Pelo visto ele era mais esperto do que eu pensava. Indagou Handriel.

Amón acabara de avistar um enorme cofre, obrigou Handriel a abri-lo e lá estava o objeto de seu desejo, o "Canopis".

Fez com que Handriel o tirasse de dentro do cofre e o entregasse para ele, para evitar alguma surpresa desagradável.

Quando pegou o "canopis", proferiu as seguintes palavras em latim:

"Ego autem possessor est Dominus, et vasa tua, ut non egredi et adorabunt me, iam mea vota". ( Eu, detentor do vaso sagrado e senhor vosso, te ordeno que saia e se curve diante de mim, atendendo meus desejos).

Nesse momento, o "canopis" partiu-se ao meio e de dentro dele saiu um enorme demônio, com uma aparência horrível.

- O que você fez, Amón! Todos nós vamos morrer agora. Termine com isso, antes que seja tarde demais.

- Esperei por anos minha vingança contra você, Handriel e agora que tenho a oportunidade, não vou abrir mão de nada.

O nome da figura demoníaca que saiu de dentro do "canopis" era "Pazuzu", o demônio dos ventos, uma antiga profecia dizia que ele viria a Terra pelas mãos de um humano e subjugaria toda a humanidade. Porém, quem conseguisse controlar tal entidade, teria todos os poderes que quisesse.

A figura demoníaca olhou dentro dos olhos de Amón e disse:

"Nescio quis est obedire mandatis, et nunc, et eritis mihi in urnam immiserunt, viles homines". ( Não obedeço ordens de ninguém e agora você será o meu receptáculo, humano insignificante).

Dito isso, Pazuzu apoderou-se do corpo de Amón, saindo pela porta da frente para a sua missão principal: Subjugar toda a humanidade.

Handriel conseguiu se livrar das redes, pegou alguns objetos, colocou dentro de sua bolsa e saiu para tentar deter Pazuzu...

Continua...

A C Junior
Enviado por A C Junior em 23/05/2020
Reeditado em 10/11/2020
Código do texto: T6955889
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